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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A Saga da Williams: Parte 4

Bem, chegamos a 2001, depois de uma temporada ótima a Williams tenta manter e até aumentar o nível começando a lutar por vitórias. Novamente a aposta de Frank é em um campeão da CART, o colombiano Juan Pablo Montoya que se junta a Ralf Schumacher. O ano começa bem, apesar de uma desastrosa 1 etapa. Montoya revela-se no Gp do Brasil quando logo após a saída do Safety Car passa Michael Schumacher no "S" do Senna, Montoya vinha bem na prova, até Jos Verstappen da Arrows tira-lo da prova sem motivo algum no final da reta oposta. A corrida no Brasil premeditou o que viria adiante no futoro da equipe, Ralf Schumacher vence o Gp de Ímola, primeira vitória do time desde 1997 no Gp da Europa. Ralf vence ainda mais duas corridas no ano os Gps do Canadá e da Alemanha, e até com uma sobra para os concorrentes. Montoya conquista também sua primeira vitória em Monza, após um problema na bomba de combustível da Ferrari no Pit de Barrichello. Ralf acaba o ano em 4 e Montoya em 6, Williams fecha o ano em 3.

Montoya: uma aposta que deu certo
Em 2002 a Williams melhora, porém a Ferrari sobra perante aos outros carros. A dupla é a mesma de 2001. Montoya faz uma temporada melhor do que a de seu ano de estréia, briga diretamente com Schumacher em algumas provas, soma 7 Poles se aproveitando do excelente motor de classificação da BMW, mas não vence nenhuma prova em 2002. Ralf vence o Gp da Malásia, mas é ofuscado por Juan Pablo durante todo a o campeonato. Montoya acaba o mundial em 3 e Ralf em 4, Williams é vice-campeã.

Logo na primeira curva da temporada R. Schumacher da um aério por cima de Barrichello
2003 começa com uma preocupação, o FW25, que não se apresenta bem durante os testes de inverno. Mesmo assim no caótico Gp da Austrália, Montoya chega a liderar e poderia vencer não fosse sua rodada no finzinho da prova. A temporada de 2003 se apresenta sendo uma temporada com muitas alternativas, Montoya se apresenta bem vencendo dois Gps o de Mônaco e o da Alemanha, com isso acaba entrando na briga do título ao lado de Raikkonen e Schumacher apesar de inconstante. Porém, o Gp dos Eua é decisivo, e com um Drive Through por tirar Barrichello da prova e uma tática errada na hora da chuva tiram a possibilidade de Juan Pablo lutar pelo título em Suzuka. Ralf por sua vez faz de novo uma temporada discreta, sofre um acidente forte em Monza uma semana antes Gp da Itália que o tira da prova, para seu lugar vem o piloto de testes Marc Gene que chega em 5 na corrida. Apesar disso, Ralf vence duas corridas, em Nurburgring e na França. O alemão acaba o ano em 5 e Montoya em 3 e Gene em 17. A Williams é outra vez vice-Campeã entre os construtores.

Uma rodada tira a vitória de Montoya na Austrália
Vem 2004 e junto com esse ano vem o pesadelo de todos os pilotos, equipes e telespectadores, a Ferrari e Michael Schumacher são imbatíveis. O FW26 vem com uma inovação, o novo bico que apelida o carro de "Batmóvel". com desempenho pífio do começo a metade do mundial a equipe deixa de lado o bico revolucionário e volta usar o mais conservador, da resultado, apesar de ser coadjuvante durante a temporada toda Montoya vence o Gp do Brasil, última prova do ano. Ralf tem uma temporada complicada começa o ano relativamente bem, até que sofre um acidente fortíssimo no Gp dos Eua, fica fora de 6 Gps sendo substítuido primeiramente por nos primeiros 2 Gps por Gene, que não pontua e vai mal, e pelo brasileiro Antonio Pizzonia que soma 6 pontos com três 7 lugares. Ralf volta no Gp da China, mas corta de vez sua possibilidade de renovação com o time por uma provocação explicita diante das câmeras da FOM a equipe após o abandono em Xangai. Montoya fica em 5, Ralf em 9 e Pizzonia em 15 no campeonato de pilotos. Williams chega em 4 pelos construtores.

As asas alá "Batmóvel" não dão certo, e a equipe os aposenta antes do fim do ano
A dupla de pilotos é completamente mudada para o ano de 2005, Ralf vai para a Toyota e Montoya vai para a McLaren. No lugar deles vem uma dupla novata, o australiano Mark Webber ex-Jaguar e o alemão Nick Heidfeld ex-Jordan. O ano começa bem, a Williams da nos impressão de que progrediu, Heidfeld é 3 na Malásia. A equipe constantemente chega entre os 8 primeiros e rende aos pilotos um pódio em Mônaco, com Webber em 3 e Nick em 2. Nick que por sua vez cosegue sua primeira pole em Nurburgring. Parecia que ia tuda na paz, mas internamente a equipe vinha tendo divergências sérias com a BMW, sua fornecedora de motores desde 2000. Heidfeld sofre um acidente em um teste após o Gp da Turquia, que o tiraria de apenas algumas provas, mas a BMW o impede de correr pelo resto do mundial, o que indica que já estava infeliz com a parceria com a Williams. Para seu lugar vem Pizzonia. Webber tem seu último grande momento da temporada em Suzuka quando quase é 3, mas Alonso o passa faltando 5 voltas para o final e o australiano tem que se contentar com o 4 lugar. Webber finaliza o ano em 10, Heidfeld em 11 e Pizzonia com apenas 2 pontos conquistados em Monza é o 22, Williams é 5 nos construtores.

Fisichella com os pneus gastos tenta defender sua 3 posição de Webber, o resultado é esse
Em 2006 a BMW se manda, e compra a Sauber. A Williams decai muito, assina com os motores Cosworth ex-Ford. O filho do ex-campeão Keke Rosberg, Nico Rosberg vem para o lugar de Pizzonia/Heidfeld, e Webber se mantêm no time. Nico se mostra um piloto bom, após seu 7 lugar no Barhein, sua 3 posição no grid da Malásia e uma ótima corrida em Nurburgring. Webber tem como melhor performance em classificação em Mônaco quando largou em 3, vai bem no Barhein com um 6 lugar e faz o mesmo em San Marino. Após o Gp de Nurburgring a Williams entra em crise não consegue mais pontuar pois tem um carro que não acompanhou desenvolvimento dos outros. Webber ainda volta a pontuar na China com 8 lugar em uma corrida atípica. Por fim os 2 fecham o ano de forma horrorosa no Gp do Brasil, Rosberg arranca a asa traseira de Webber o tirando da prova na primeira volta, e ainda como se não bastasse o alemão bate na subida da reta dos boxes a plenos motores sem a asa diânteira. Webber acaba o ano em 14, Rosberg em 17 e Williams acaba nos construtores com miseráveis 11 pontos que lhes dão a 8 colocação.

Rosberg se mostra um bom piloto, mas o carro não ajuda
Todos esperam uma queda maior da equipe em 2007, ela assina com agora com os motores Toyota o que deixa muita gente torcendo o nariz. Webber sai para a Red Bull e para seu lugar vem o austríaco Alexander Wurz para fazer a dupla com Rosberg. A temporada começa bem, a Williams se mantêm na briga com Renault, Red Bull e deixa para trás sua fornecedora de motores, Toyota. Wurz consegue um insperado 3 lugar no movimentado Gp do Canadá dando vida a sua temporada que vinha muito ruim, ainda consegue um expressivo 4 lugar no Gp da Alemanha, um grande resultado. Contudo Rosberg é mais constante e pontua muito mais vezes que Alexander ao longo do ano, e como melhor resultado soma um belo 4 lugar no Gp do Brasil, última etapa. Kazuki Nakajima entra em cena na última prova do ano com a aposentadoria de Wurz e logo na primeira prova já mostra ter herdado o talento do pai Satoru, atropela 2 mecânicos no seu 2 Pit Stop e acaba a prova fora da zona de pontuação. Nico acaba o ano em 9 e Wurz em 11 e benefíciada pela desclassíficação da McLaren a equipe é a 4 entre os construtores.

Wurz saboreia seu pódio em Montreal
Bem, tudo levava a crer que a Williams iria progredir esse ano, mas está indo ladeira abaixo desde a primeira prova em Melbourne, quando foi bem com Rosberg em 3 e Nakajima em 6. Na minha opinião falta alguem que bote dinheiro no time, como por exemplo um patrocínio forte que foi o que ouvi a pouco tempo atrás, trata-se um acerto para que no ano que vem a empresa Fly Saudia que patrocínava os carros de Frank até 1984 volte. Até aqui (Gp da Hungria) a equipe esta em 7 entre os construtores, tem Rosberg em 13 e Nakajima em 14 ambos com 8 pontos. Acho que a Williams na situação atual não tem muito com o que sonhar, o que pode fazer a seu alcance é defender seu 7 lugar nos construtores da equipe Honda, pois para isso a equipe tem carro. Mesmo assim se eu fosse Frank não me preocuparia tanto com esse ano, se for mesmo verdade do acerto com a Fly Saudia para o ano que vem, concentraria minhas forças no novo projeto para o ano que vem. Digo que se confirmado esse patrocínio podemos esperar uma Williams melhor no ano que vem, pois o que não lhes falta é "Know-How" como vimos aqui.
Nos testes para essa temporade a equipe usou uma pintura em homenagem aos seus 30 anos.
Veja o nome dos pilotos que passaram por lá ai acima...
Long Live Frank!!!
Acabou, espero que você tenha gostado!
Até a proxima viagem pela história F1!

sábado, 9 de agosto de 2008

A Saga da Williams: Parte 3

Chegamos a metade dos anos 90, em 1995 a Williams recupera sua boa forma das temporadas do começo da década mas a dupla de pilotos trapalhona e a equipe que errava constantemente tiram varios pontos do time ao longo do ano. Coulthard revela-se como um grande piloto vencendo o Gp de Portugal, mas alguns azares como na Inglaterra, na Bélgica, em Buenos Aires e ainda burradas hilárias como no Gp da Itália, largando da Pole rodando na volta de apresentação, e após interrupção da prova por um acidente múltiplo tem a chance de voltar a pista, e de novo acaba com tudo rodando sozinho na liderança na volta 15, e também claro a maior de todas no Gp da Austrália quando lidarava ele bate sozinho na entrada do box. Hill se mostra um piloto apático na maioria das vezes, se bem que também é muito atrapalhado pela tática da equipe (Mônaco, Bélgica, Espanha) e pelo trabalho da equipe principalmente em Nurburgring. Mas a pior de todas as burradas do time foi no Gp do Japão, David era o 3 quando escapa na curva Spoon por óleo na pista, volta a pista carregando terra quando freia para fazer a curva seguinte, a 130R, a terra escapa fazendo o carro rodar e bater, o mesmo acontece com Hill, ele roda na Spoon mas fica por lá mesmo. Eles acabam o ano em 2 nos construtores e nos pilotos Hill é 2 e Coulthard 3.

Depois de muitos azares e trapalhadas, Coulthard vence em Estoril
Com a ida de Schumacher para a desestruturada Ferrari a Williams fica com o campeonato de 1996 a sua disposição. Coulthard sai e entra o campeão da Indycar Jacques Villeneuve. O estreante começa bem o ano supreendendo a todos liderando o Gp da Austrália e o perdendo com problemas no motor, já Hill começa muito bem o ano vence as 4 primeiras provas e abre uma vantagem consideravel para o concorrente direto Villeneuve. Ville tenta uma reação no fim da temporada, vencendo de forma brilhante o Gp de Portugal, mas era tarde e no decisivo Gp do Japão largando da pole o Canadense larga mal cai para 6, e 2 voltas após a 2 parada perde a roda na curva 1, acabava ali o mundial. Hill campeão finalmente, Villeneuve em 2 e Williams mais campeã do que nunca nos construtores.

2 anos de tentativas, e enfim Hill é o campeão
Para 1997 Frank decide mandar Hill embora com a justificativa de que não valia o que pedia em $$$. Para o lugar de Hill vem Heinz-Harald Frentzen ex-Sauber uma promessa do automobilismo alemão e claro Jacques fica. Villeneuve parte em direção ao título tendo como adversário o piloto da Ferrari Michael Schumacher. Os dois travam uma bela luta durante um campeonato muito equilibrado, o fato hilário nessa temporada com relação a burradas históricas se da em Mônaco quando chovendo as duas Williams na primeira fila largam de pnus "slicks". Com uma desclassificação polêmica em Suzuka Jacques chega em Jerez, última prova do ano, com uma desvantagem de um ponto para Schumacher. Acontece algo inédito na classificação para esse Gp, Villeneuve, Schumacher e Frentzen fazem o mesmo tempo tendo com critério para decidir a ordem dos 3 primeiros a ordem em que completaram suas voltas na classificação, Jacques é pole, Michael 2 e Frentzen 3. Na corrida o piloto da Ferrari larga bem e pula na ponta, depois da 2 parada dos dois a briga fica no mano a mano, Villeneuve da o bote Schumacher que joga o carro em cima do canadense, mas bate a roda na lateral do carro e quebra sua suspensão dianteira dando a Ville o título mundial de 1997.

Villeneuve usa toda a pista para botar seu carro ao lado de Schumacher que joga sua Ferrari em cima, e sai perdendo
Frentzen faz uma temporada apagada ganha sua primeira corrida em Ímola, mas fica devendo. Acaba o ano em "2" no campeonato com a desclassificação de Schumacher. A Williams se sagra pela ultima vez campeã de construtores.
Chega 1998, e a Renault retira seu nome da F1 em razão de sua crise na França. O nome passa a ser Mecachrome mas o motor continua sendo Renault (dã). A equipe se desencontra, Frentzen começa o ano melhor que Villeneuve com um 3 lugar em Melbourne, mas Ville ganha o duelo interno na constância mesmo quando larga em 13 em Mônaco não deixa de pontuar e tem como melhores resultados no ano dois 3 lugares nos Gps da Alemanha e da Hungria. O ano acaba com a Williams em 3 nos contrutores, Jacques e Frentzen acabam em 5 e 7 respectivamente.
Em 1999 a Williams troca os pilotos, Frentzen vai para a Sauber e Villeneuve cria uma equipe com seu empresário Craig Pollock a B. A. R., para seus lugar vem Alessandro Zanardi campeão da CART e Ralf Schumacher ex-Jordan. Conto-lhe um fato irrelevante, o nome do motor agora é Supertec (Renault). A Williams se da bem na Austrália, Ralf é 3. A aposta em Zanardi se torna um revés enorme pois o italiano não marca pontos durante o ano. Ralf consegue milagres com um carro sendo constante e somando outors pódios nos Gps da Inglaterra e da Itália com um 2 lugar. Ralf vai mais longe até, quase vence o Gp da Europa não fosse por um estouro de pneu a poucas voltas do fim. Schumacher acaba o ano em 6, Zanardi é classificado em 19 mas não marca pontos. A Williams é 4 nos construtores.

A aposta no retorno de Zanardi vai por água abaixo após uma temporada fraca.
Chegamos ao ano 2000 e junto com a expectativa gerada por todos com relação a essa data a Williams vem forte numa grande parceria com a BMW, querendo voltar aos anos de glória. Ralf fica, Zanardi tem o contrato 2 anos recindido e para o carro 10 vem Jenson Button. Ralf começa bem a temporada repetindo o 3 na Austrália e Button marca seu primeiro ponto no Brasil com a desclassificação de Coulthard. O ano é bom, Button e Ralf mostram serviço. O alemão conquista além do da Austrália outro 2 pódios na Bélgica e em Monza com 3 lugar em ambos. Acaba o ano em 5 e Button em 8, e Williams em 3 no de campeonato de construtores.

A parceria com a BMW da novo folego a equipe
Parte 4, Coming Soon...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A Saga da Williams: Parte 2

Chegam os anos 90 e com eles o avanço da eletrônica, a Williams começava ai um grande passo na sua história, o desenvolvimento da suspensão ativa paralelo a temporada de 1990.
A primeira temporada dos anos 90 se assemelha a temporada de 1989, a Williams briga durante todo o ano com a Benetton pelo 3 posto no campeonato de construtores mas com a dobradinha de Moreno e Piquet no Japão e a vitória de Piquet em Adelaide perde o duelo. Os pilotos são os mesmos também, Patrese e Boutsen. Patrese vence o Gp de Ímola e Thierry o Gp da Hungria e ambos acabam o ano em 7 e 6 respectivamente.
Boutsen vence o Gp da Hungria com Senna nos calcanhares
Para 1991 volta Mansell dessa vez ex-Ferrari e sai Boutsen para Ligier e permanece o italiano Patrese. O ano não começa bem o carro não é muto confiavel o que abre espaço para que Ayrton Senna ganhe as 4 primeiras provas. Na 5, o Gp do Canadá a Williams tem o melhor rendimento disparada, Patrese faz a pole mas é ultrapassado por Mansell na largada, e para piorar Riccardo tem problemas durante a prova e cai na classificação de 2 para 4, Mansell por sua vez estava 52s a frente do ex-companheiro Piquet acenando para a torcida e comemorando na última volta, quando derrepente seu carro começa a parar após o "hairpin" do Casino deixando a vitória de mão beijada para o piloto da Benetton do número 20 que ganha a prova. Sobre o que houve ali na hora há duas versões, a 1 diz que Mansell vinha comemorando e bateu na chave geral do carro desligando-o. Meio fajuta, mas possivel. A 2 e mais provavel, fala que ele abaixou a rotação do motor fortemente nas últimas voltas e o alternador do carro não conseguiu gerar energia suficiente o que fez com que o carro extremamente eletrônico apagasse e colocasse o câmbio em neutro impedindo que o Leão fizesse o carro pegar no tranco logo após o "hairpin". O ano torna-se uma briga de davi e golias. Mansell (golias) tem o melhor carro, mas de vez em quando se atrapalha ou é atrapalhado pela equipe como por exemplo no Gp de Portugal, onde deram ordem ao Leão de ir para a pista com a roda traseira direita solta, o que na ocasião o tira pontos importantes e indíspensaveis dele. Senna (davi) não tinha um carro tão bom mas era constante e paciênte, o que fica nítido em Suzuka quando na volta 9 Mansell perde a concentração atrás de Ayrton, roda e perde o título de pilotos. Fica em 2 com 5 vitórias. Patrese acaba o ano em 3 com duas vitórias e a equipe em 2 no campeonato de construtores.

Mansell e Senna na briga antológica do Gp da Espanha de 1991
1992 tenha sido talvez a melhor temporada da Williams, desde a estréia na Africa do Sul via-se claramente que em condições normais não havia como ganhar dos carros de Frank, mas a equipe tinha muitos problemas com a constância dos pilotos,(Gp da Hungria) na confiabilidade da parte elétrica (Gp da Itália e Austrália) e com o desastroso trabalho de box que assombra-os durante todos os anos 90, um exemplo disso foi o Gp de Mônaco, Nigel demorou na troca de pneus fazendo com que Senna o ultrapasasse. O leão mostrou ali que tinha o melhor carro da F1 não deixando Senna em paz nas gradiosas últimas voltas da corrida lendária. Mansell se sagra campeão com 9 vitórias, Patrese acaba em 2 com uma vitória e lógicamente Williams massacra nos construtores.

FW 14 B o melhor carro da Williams
Em 1993 muda-se completamente a dupla de pilotos, Mansell vai para a Indycar ser piloto da Newman-Haas e Patrese vai para a Benetton. O carro continua imbatível explorando as facílidades da suspensão átiva como no ano anterior, dessa vez com Prost e o filho do ex-campeão mundial Graham Hill, Damon Hill. A equipe toma um susto no começo da temporada, Senna surprieende a todos e lidera o campeonato até o Gp do Canadá, mas Prost vence a prova e com o abandono de Senna dispara para ser campeão antes do fim do mundial, confirmando o título no Gp de Portugal antepenúltima prova do ano. Hill fica em 3 no mundial e a Williams se sagra campeã pelo segundo ano seguido.
Chega 1994, Prost aposenta-se, Hill continua na Williams de número 0 e para a de número 2 vem o brasileiro Ayrton Senna, que se refiria a Williams nos anos passados como um carro de outro planeta. Porém a Williams sofre um revés com as mudanças no regulamento para a temporada, proibe-se o uso da eletroníca demasiada nos carros, eles perdem a suspensão ativa. No 1 Gp a falta da eletrônica e a Benetton mostram-se grandes adversários. Senna roda nas voltas finais tentando chegar em Schumacher, em Aida o brasileiro larga mal, é tocado por Mika Hakkinen da McLaren e é acertado por Nicola Larini da Ferrari, definitivamente o ano não começava bem. Chegam a Ímola com as tragédias na Sexta e no Sabádo o F1 vive um momento muito complicado. Senna faz o pole e na 6 volta sua barra de direção se rompe no meio da curva Tamburello o que provoca uma batida forte, na qual o braço de suspensão entra na viseira chegando a cabeça do brasileiro o matando instantâneamente. A justiça italiana move ação judícial contra Adrian Newey e Patrick Head por negligência, são consideirados culpados em 2006 mas não são condenados a nenhuma pena. O ano continua, para o lugar de Senna chamam David Coulthard que não consegue a princípio bons resultados sendo substítuido por Mansell no Gp da França, porém o leão desadaptado a F1 abandona a prova na volta 45 com um suposto câmbio travado, o que alguns dizem ser uma desculpa para um Mansell exausto após 60% de prova de baixo do calor do verão europeu. Coulthard continua na Williams fazendo boas apresentações, e como melhor resultado soma um 2 lugar em Portugal depois de muitos azares nas corridas anteriores. É substituido por Mansell ao final de sua temporada na Indycar. A disputa do título fica entre Hill e Schumacher, chegam ao Gp da Austrália com um placar 81X80 pontos a favor de Schummy. Eles brigam de forma intensa durante a prova, até que Schumacher erra, bate e volta para a pista, Hill ansioso tenta passa-lo imediatamente, o que acaba numa batida controversa dando o primeiro título ao alemão da Benetton. No campeonato Hill fica em 2, Coulthard em 8 e Mansell que venceu o Gp da Austrália em 9. E Williams é campeã de construtores

O acidente que decidiu a temporada de 1994



Breve, parte 3...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

A Saga da Williams: Parte 1

Durante o treino para o GP da Hungria me chamou a atenção o conformismo de Nico Rosberg ao passar para o Q2 e nem sequer ir para a pista, assim largando em 14 pela punição de Bourdais. Fiquei pensando, a pouco menos de 3 anos a Williams estaria brigando pelas primeiras posições e com chances reais de marcar pontos e possivelmente subir ao pódio, e ainda nos anos 80 e 90 em boa parte de temporadas tinha de fato o carro as ser batido pelas demais concorrêntes. Resolvi mostrar como a Williams chegou até aqui, os altos e baixos da história magnífica da equipe inglesa, que infelizmente encontra-se em decadência.

Voltemos a outros tempos, 1980 o primeiro título da Williams com o australiano Alan Jones ao volante do bolido número 27 vencendo 5 corridas de 14 naquele ano, e sendo ainda que um ano antes seu antigo companheiro de equipe, o suiço Clay Regazzoni, havia ganho a primeira corrida para o time, justamente o GP da Inglaterra. Jones havia sido pole mas abandonou por problemas em seu motor Ford, porém ganhou naquele ano 4 corridas depois dessa, sendo que 3 dessas após o fracasso em Brands Hatch. Para uma equipe que havia começado a botar carros no grid em 1978 um feito a se distacar e se assombrar, Frank Williams e o projetista Patrick Head foram do anônimato ao sucesso em apenas 2 anos, assim escrevendo de fato o nome Williams na história da F1.
O primeiro título.
Como se não bastasse eles chegam lá de novo em 1982 dessa vez com o finlandês Keke Rosberg ao volante, um campeonato conquistado na paciência e na constância do carro que dificílmente quebrava. Desse modo Keke se sagra campeão com apenas uma vitória no ano. A Williams continua uma boa equipe nos anos que seguiram o triunfo duplo, não mais aparecendo tanto, mas sempre no páreo. Nessa época mais precisamente em 1985 chega Nigel Mansell ex-Lotus que começa a escrever sua gloriósa história abordo dos carros de Frank, ganha 2 corridas no ano, suas primeiras, o mesmo acontecendo com Keke, ganha 2 também, o finlandês sai ao fim da temporada para a McLaren.
Para 1986 Rosberg sai e entra Nelson Piquet ex-Brabham juntando forças a Nigel Mansell. Parecia que daquela vez haviam assegurado o título daquele ano, os testes mostravam uma grande superioridade para com as demais equipes. Porém Frank Williams sofre um grave acidente de carro saindo do circuito de Paul Ricard na França, como seqüela ele fica paralisado da cíntura pra baixo permanentemente.
O pivô da negociação de Nelson Piquet com a Williams havia sido ter um tratamento melhor do que o dado a Nigel Mansell, após o acidente o patriotismo de Frank falou mais alto, o que acabou criando uma guerra interna no time. Tinham o melhor carro mas todos os conflitos entre as partes de Mansell e de Piquet do time atrapalhavam o potêncial da equipe como um todo, o resultado deu-se no Gp da Austrália quando perderam um título ganho para a Mclaren com o francês Alain Prost.
Em 1987 mantêm-se os pilotos encrenqueiros e o carro também, mas dessa vez nenhuma das equipes havia acompanhado a evolução dos carros ingleses juntamente com o motor Honda. Foi uma guerra psicológica entre Piquet e Mansell, os dois se pressionavam de todas as formas dentro e fora das pistas, e claro Frank favorecia Mansell. A F1 chegava ao Gp do Japão, com Piquet 15 pontos na frente de Mansell no campeonato, Mansell precisava andar forte e tirar o máximo possivel do carro superar Nelson e ganhar as últimas corridas, foi quando sentiu a pressão, errou e bateu de traseira no meio dos "S" de Suzuka, o campeonato acabava ali com Nigel sendo vetado pelos médicos de participar dos dois Gps que restavam. Piquet foi o 3 piloto a ser campeão do mundo pela Williams e o último nos anos 80.

A batida de Mansell no Japão
FW 11 B: Troxe para Nelson Piquet o Tri em 1987
O ano de 1988 chega e a Williams perde o campeão Piquet e o motor Honda. Passa a usar os fracos motores Judd e para completar o time Patrese vem para o lugar de Piquet. A temporada é fraca, os melhores resultados são 2 segundos lugares na Espanha e na Inglaterra pelo leão Nigel. Um fato curioso foi que Mansell teve Caxumba durante o ano ficando de fora de 2 Gps, os da Bélgica e da Itália sendo substituído por Martin Brundle e Jean-Louis Schlesser respectivamente.
Em 1989 e a equipe volta a crescer, trocando os motores Judd pelos Renault. Mansell se manda para a Ferrari e assim Frank assina com o 4 colocado no mundial de 1988 Thierry Boutsen. O ano é relativamente bom, Boutsen ganha duas provas os Gps do Canadá, com direito a dobradinha, e o caótico Gp australiano. Boutsen acaba o ano em 5 no campeonato e Patrese em 3, uma evolução notória já que em 1988 Mansell e o mesmo Patrese ficaram em 9 e 12 no mundial de pilotos respectivamente.

Boutsen vence 2 corridas em 1989
Bem, por hoje é só.
A parte 2 vem em breve. Espero que tenham gostado!