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sábado, 16 de julho de 2011

"Cowboy Schwantz"


No clima do Grande Prêmio da Alemanha de MotoGP, trago este post com o vídeo acima. Lá se vão 20 anos. Era a época em que a corrida acontecia em Hockenheim; mais especificamente na saudosa configuração do circuito de 6,8 km que adentrava a floresta negra.

Na corrida acima, os protagonistas são o australiano Michael Doohan (Honda Rothmans) e os norte-americanos Wayne Rainey (Yamaha Marlboro) e - o “cowboy” - Kevin Schwantz (Suzuki Lucky Strike). Os três desgarrariam durante a corrida dos demais competidores. Doohan, tendo feito a pole position, mostrava o potencial de sua Honda nas grandes retas alemãs com maestria... até seu pneu Michelin começar a apresentar problemas de performance a três voltas do final.

Dali em diante, Rainey e Schwantz - de pneus Dunlop - protagonizaram um dos melhores “mano a mano” da história das 500cc. Voltas de disputa intensa, e tudo decidido num belo troco de Schwantz na entrada do estádio – pingando a traseira de sua moto - após ser ultrapassado por Rainey depois que ambos haviam passado da ultima chicane. Wayne ainda tentou fazer jogo duro colocando a moto por fora, mas a freada mais precisa de Kevin para o hairpin seria o que o faria ganhar a prova. Prova que, diga-se, terminou numa cena curiosa quando, na última curva, procurando por Rainey, Schwantz olhou para trás e não viu nada. Seu desespero foi instantâneo, o que se pode ver pela acelerada que quase o derrubou.

Não é demais repetir que o circuito de Hockenheim nessa configuração foi assassinado em 2002 por Hermann Tilke em fins de ser “modernizado”. Assim, tornando-se a mais melancólica das adesões ao novo padrão da FIA de circuitos pasteurizados e insossos. Mas a MotoGP, antes, já havia mudado-se de lá, em 1994; ano em que a FIA fez a primeira mudança no circuito para deixar as freadas para as chicanes que cortavam as retas mais travadas em favor da segurança.