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sábado, 4 de junho de 2011

OFF: I have a Fisichella's cap.


Muito bem, galerinha! Finalmente hoje recebi o boné que tanto falei a vocês. Um boné dele, Giancarlo Fisichella, oferecido a mim pelo Felipe Motta; que todos vocês devem saber, é repórter de Fórmula 1 da rádio Jovem Pan. Nunca é demais dizer que ganhei o boné porque fiz 18 pontos no quiz de seu programa, o Superpole, no ano passado.

Fui aos estúdios da Jovem Pan no início deste ano para ver como é feito o programa e entrevistá-lo para o blog. Já hoje, fui apenas pegar o boné e trocar uma idéia mais informal; aprender um pouco com quem sabe e vê tudo o que vemos de lá de dentro. Foi bem legal. Por termos uma paixão em comum, a F1, a conversa rola numa fluidez muito bacana (às vezes impedida pelo nervosismo meu, é verdade, mas contornável), hoje foi assim. Felipe é muito gente fina, e de maneira descontraída contava tudo o que eu perguntava. Assuntos diversos sobre seu site, o TotalRace, e, claro, sobre o meio da F1.

Outro dia que jamais vou esquecer!

Enfim, está aí a foto do boné do Fisico dentro do estúdio de onde é irradiado o Fórmula Jovem Pan. Este será o selo de qualidade do blog a partir de hoje! E torçam por mim nesse ano de novo, ainda estou liderando o quiz.

Rumo a outro boné! Kobayashi? Quem sabe...

sábado, 5 de março de 2011

Speed N' Thrash entrevista Felipe Motta


Antes da entrevista, claro, um mini-perfil do ilustre entrevistado. Felipe Motta, repórter da rádio Jovem Pan, é natural de São Paulo, cursou Rádio e TV na FAAP, tem 29 anos de idade, e é “muito bem casado”, segundo o próprio. Seus Hobbies vão do cinema a sair para jantar na noite paulista. Não dispensa também passar um bom tempo com a família.

1. Pra começar, gostaria de propor uma troca de papéis. Fosse você que ligasse para participar do Superpole, de que piloto pediria o boné e por quê? Não precisa ser atual...

Felipe Motta -> Niki Lauda. Porque eu não o vi correr. Sou mais jovem do que sua presença. Mas pela história dele, quando o vejo no paddock hoje, eu me emociono muito por ele ter sobrevivido e ainda carregar as cicatrizes do acidente; e para cobrir algumas cicatrizes do acidente ele ainda usa boné, e como ele é muito associado ao boné eu gostaria de ter um boné do Niki Lauda. Mas da época de piloto.

2. Quando se descobriu um fanático por corridas a ponto de querer cobri-las?

FM -> Que eu iria cobrir nunca soube. Fanático eu era na época do Senna, não só pelo Senna, eu sempre gostei muito de corrida. Depois que o Senna morreu, eu continuei assistindo, mas quando eu comecei a trabalhar na rádio em 99 eu trabalhava tanto que não perdia mais sono acordando pra ver corridas porque estava exausto, e tal. Mas nunca foi objetivo... profissional. E nunca foi nenhum. Meu objetivo profissional foi sempre trabalhar numa coisa que eu gostasse, fosse feliz, ganhasse um dinheirinho e pagasse as contas da família. Por um motivo pintou a F1. Se fossem falar: “Você vai cobrir NBA”, ou então, política. Se me fizesse feliz, legal. Claro, às vezes você tem que trabalhar com o que vem na frente, foi assim meu começo. Mas hoje em dia, se eu posso escolher o que eu gosto, eu opto. Acho muito legal chegar em casa alegre, mesmo cansado, torto de exaustão, mas falar: “Que dia legal que eu tive.”

(Pausa)FM -> Como a vida é difícil pra todo mundo, mas felicidade é uma questão de escolha, eu opto muito das minhas escolhas, pra coisas que vão me deixar feliz. De repente vai me dar menos dinheiro, uma rotina mais carregada, mas se me preencher mais...

3. O blog tem, além dos comentários sobre automobilismo, presença musical com ênfase no Heavy Metal. Que tipo de música você ouve?

FM -> Sou de rock também. Esse seu cabelo é curto perto do meu na minha adolescência, eu tinha um cabelo quase até a cintura! Mas nunca gostei muito de Heavy Metal. Você tá com a camisa do Alice in Chains, até gosto de uma ou outra, mas mais as clássicas... Man in the Box... e tal. Meu padrasto e meu pai sempre foram muito rock anos 60, 70... Rock inglês, e eu tenho muito isso. Ano passado, quando ia ter o show do Paul (McCartney), na venda de ingressos, eu estava no Japão, e falei pra minha mulher: “Você vai acordar ás duas da manhã, não quero saber, arruma esse ingresso!” E quando ela me ligou, eu tava num templo budista, quase me converti ali mesmo (risos). Putz, gosto muito de Beatles, Led Zeppelin, Beach Boys. Queen, eu acho demais. Deep Pulple, já fui em três shows. Fui duas vezes ver Roger Waters e Pink Floyd. E das coisas mais recentes, vim hoje pra rádio ouvindo Dream Theater, adoro Dream Theater. Muse, banda inglesa, tanto que vai ter o show do U2, a abertura é deles, eu queria ir por isso. Mas vou estar no GP do Bahrein, acho... ou Austrália. Enfim, gosto de rock, mas sou muito eclético. Gosto muito de música clássica. Muito porque minha mãe entende muito de música clássica, cresci ouvindo. Tenho algum conhecimento, não muito, mas, por exemplo a obra de Mozart, eu tenho completa, comprei na Alemanha, vem todos os CDs. Então, Rock’n Roll e música clássica.

4. Sua primeira cobertura da F1 in-loco foi o GP do Brasil em 2002. Como foi, correspondeu à expectativa?

FM -> Foi legal. Eu fui escalado pra cobrir a McLaren. Coulthard e...

Speed N’ Thrash -> Raikkonen.

FM -> É. Mas aquela coisa, meio enganação. Fala: “Ah, aqui no box da McLaren movimentação tranqüila”. Mas efetivamente não fiz grande coisa. Fiz uma entrevista. Lembro que entrevistei o Button 40 segundos, que ele tava na...

SN’T -> Renault.

FM -> Na Renault, exatamente! E foi legal, mas nada de mais. 2003 foi melhor. Eu fui escalado, e quando estava indo pra Interlagos o Sr. Tuta (Antônio Augusto Amaral de Carvalho, presidente da JP) falou: “Quem te escalou? Não. Preciso de você no futebol. Você não vai.” E eu fiquei meio frustrado, porque queria fazer F1. Mas como já tinha a credencial resolvi ir às 7 da manhã, ficar até meio-dia e depois ir para o futebol. Quando eu cheguei lá o Wanderley Nogueira falou: “Você precisa fazer, cara.” Falei que o Tuta não tinha me escalado. Ele perguntou que horas era o jogo, e disse que era duas horas. Então, ele disse: ”Duas horas você vai estar no jogo, até lá você fica aqui.” E foi aquele ano que deu aquela baita chuva, que o Fisichella ganhou, que até não foi ele que subiu no pódio, foi o Raikkonen. O Alonso se acidentou. E eu tava “fazendo galera”, torcida mesmo, na arquibancada. E como choveu muito, acabo virando um destaque da transmissão, aquela coisa do cara no meio da galera, todo mundo se cobrindo, foi uma barra. Foi legal, 2003 melhor que 2002.

5. Qual foi a cobertura que mais deu trabalho, e qual a que mais gostou?

FM -> A que deu mais trabalho: GP da Hungria 2009. Pelo acidente do Massa. Indiscutivelmente foi a que deu mais trabalho. As que eu mais gosto geralmente são Interlagos, porque vou acompanhado, levo uma equipe. E aqui na rádio tudo é muito claro, se você traz um narrador novo e ele faz uma grande transmissão, o Téo José não vai perder o emprego. Esse novo vai ganhar um espaço, mas as coisas são bem determinadas, isso dá mais segurança. Quando levo uma equipe pra Interlagos eu não fico com receio de não ensinar as pessoas porque eu vou perder meu lugar. Muito pelo contrário. Uma transmissão bem sucedida em Interlagos é ponto pra mim que organizei isso. E eu levo pessoas muito legais que se dedicam, os caras se matam em Interlagos. Isso eu fico muito feliz, porque eu viajo o ano inteiro me matando e me incomodava no começo das pessoas irem de má vontade. “Ah, tô aqui em Interlagos, podia tá em casa.” Quer ir pra casa? Então, vai pra casa. Hoje os caras que vão se esforçam de mais. Então, as em Interlagos são geralmente as melhores.

6. Qual acredita que tenha sido o maior obstáculo enfrentado por você numa cobertura?

FM -> Maior foi o do Massa (Hungria 2009). Mas existem problemas constantes, são os problemas técnicos. As vezes pode ter um problema técnico de não funcionar bem o equipamento. Mas no meu caso o problema maior foi o começo, eu era muito novo, então eu sofria um pouco de dificuldade, preconceito, pelo fato de ser muito novo. As pessoas não me tratavam muito bem. Então no começo...

SN’T -> “Gringaiada”, você diz?

FM -> Não, até brasileiro. A “gringaiada” reclamava um pouco mais de eu falar alto porque sou de rádio. Mas pra ter uma distinção, quando eu cheguei, eu era muito novo e não tinha outro novo, eram todos muito antigos. Porque quando chega alguém novo, você não chega convidando pra jantar. Mas, saia pra jantar todo mundo e, muitas vezes, eu não ia. E essa coisa de sobrar um, ser o excluído. Mas ninguém fazia, pelo que eu sei, por mal.

7. Já vi comentários no seu blog que você diz que é preciso separar os bons dos maus jornalistas em um meio como a F1. O que seria um bom e o que seria um mau jornalista, nesse sentido?

FM -> Na verdade acho que é até mais, bom do mau veículo. Por exemplo, na Inglaterra tem muito tablóide. E ás vezes sai assim: “Segundo Daily Mirror, Hamilton mandou Button à merda.” Você tem que discutir, certeza. Mas se o Times falar isso, você diz: “Putz, ele falou.” Então você aprende. Na verdade, são culturas, eu acho. Pega a Espanha, eu não acredito em nada que a Espanha escreve de imediato, e várias vezes eles já acertaram; mas não acredito em nada, principalmente se envolver o Alonso. A própria Alemanha, o Bild é uma brincadeira, mas eles já fizeram grandes entrevistas, mas é uma brincadeira. Então é você saber filtrar... Tipo a Autosport. A Autosport fala, eu acredito. Em que pese, já tenha visto eles errarem, mas não é de má fé. Por exemplo, na cobertura do acidente do Massa, eles não estavam na porta. Aconteceu de eles escreverem algumas coisas... Cogitarem do Massa ficar cego, e quem tava em in-loco sabia que isso não ia acontecer. Mas eles não inventaram, alguém, ás vezes, deve ter tido uma fonte... Mas, em geral, eles acertam. Então é você ter umas cinco ou seis válvulas de escape que você sabe que são certos. Eles vão errar, mas não vão escrever indiscriminadamente que o Rubinho se aposentou, que o Bruno Senna vai estrear na Honda, coisa que aconteceu até aqui no Brasil.

8. Existe algum piloto e/ou personagem mais “estrela”, ou seja, que faça questão de ser inacessível a entrevistas ou até mesmo a simples sorrisos? E quem seriam os “boa-praças”?

FM -> A F1 é um ambiente muito frio e seco, então, em tese, é difícil de você ter acesso a muitos. Por exemplo, o Massa é um cara super legal, mas a Ferrari não deixa você se aproximar. Mas eles são muito profissionais, marcou uma entrevista duas horas com a equipe, o cara vai estar lá as duas. Quem que é um pouco mais... O Webber é muito “de lua”, pode ser super simpático ou super maleta. O Hamilton é um cara que ás vezes é um pouco difícil. O Alonso que é um cara super difícil, pra entrevista é excelente. Fala com todo mundo, pode ser uma pergunta mais dura que ele responde... Mas ele é um cara difícil.

SN’T -> E escorregadio...

FM -> É. Ele é muito inteligente. O Schumacher é um cara inacessível porque muita gente quer falar com o cara. Então existem alguns limites, mas quando você fala com ele, ele é profissional. O lema lá é profissionalismo, as pessoas lá são muito profissionais.

9. Qual GP tem mais prazer em cobrir, e qual aquele que só de pensar já dá aquele calafrio?

FM -> É mais fácil falar os que eu não gosto. Eu não gosto do GP da China, em que pese, ano a ano melhora. Porque você vai conhecendo, sabendo onde tem problema onde não tem. E a gente chega muito em cima, não tem como você fazer um reconhecimento, quebra a cara. GP do Bahrein é um pouco chato, a estrutura na pista é muito legal, mas o GP do Bahrein é Bahrein, Manama não tem nada nem pra ver nem na estrada, sabe. São os dois mais, tem outros que eu não tenho muito apelo, mas não tem muito problema. Que eu gosto mais: 1º Spa. Consigo definir isso. E aí depois vem um bloco de corridas que eu gosto. Turquia é muito legal, a pista fica vazia, lamentavelmente, mas Istambul é lindíssima. Mônaco, naturalmente. Valência é legal, bem mais legal que Barcelona, por exemplo; GP de Valência é muito legal. Cingapura é fantástico, GP de Cingapura. São aí alguns bem legais.

10. Tem ainda mais algum desejo profissional que gostaria de concretizar nesse meio do automobilismo? E no meio do jornalismo geral?

FM -> Então, eu não sou um cara de ficar fazendo muito plano. De verdade, porque ás vezes se você só tiver um objetivo único, um objetivo só, surgem várias oportunidades na sua cara que você não observa porque está só voltado pra um mesmo foco. Ao mesmo tempo de se você ficar completamente avulso, só esperando a coisa acontecer, também não acontece. Mas, é o que eu falei, eu sempre busquei alguma coisa que me desse uma alegria e que eu pagasse as contas em casa, objetivo é cuidar da família. Minha vida em família é muito sólida, assim, não só com esposa, mas pais, meus irmãos. Sempre foi objetivo continuar com isso. É até curioso pra um cara que fica boa parte do ano fora do Brasil e sozinho, mas mesmo ficando longe e sozinho, quando to aqui a coisa é muito intensa. Até por isso eu não tenho o objetivo, mas óbvio que você tem uns sonhos umas vontades... Por exemplo, estou indo pra Daytona quarta-feira, eu tô muito feliz. Agora a entrevista que vai entrar no ar é do (Miguel) Paludo, e eu vou falar isso no ar pra ele: “Paludo, eu to muito feliz, porque eu cresci jogando fliperama Daytona com amigo de colégio, matando aula.” Então, eu to muito feliz. Sempre quis ir numa 500 milhas de Indianápolis, isso falando em corrida. Sempre quis ver algumas provas fora, Le Mans, Macau... Mas são coisas que se não acontecer eu não vou morrer. Basicamente isso.

11. Indo para atualidades, como vê as mudanças do regulamento técnico da F1 para 2011? Acha que a asa móvel funcionará para o bem das corridas, ou a acha que suas regras serão difíceis de ser respeitadas e/ou auditoradas?

FM -> Putz, eu não sei cara. Eu não sei. Eu acho a história um pouco confusa. De repente pode começar as corridas e ficar demais, porque alguma coisa precisa fazer. O automobilismo mudou e precisam mudar alguns conceitos. Concordo com o Carsughi, que ele gosta da busca legítima, tecnologia. Mas se a busca por tecnologia fizesse as corridas ficarem chatas e ninguém passasse ninguém, ficaria muito chato, muito complicado. Corrida de GP2 é mais animada. Mas não sei se o lance é a asa. Essa história do pneu se degradar mais rápido é legal, pneu muito duro é ruim. Mas da asa, o regulamento não ta nem claro pras equipes, não consigo opinar. Acho errado opinar: “Não gostei” ou “Nossa, vai ser demais!” Acho um pouco perigoso essa coisa do cara da frente não vai usar, o de trás vai usar, quem vai controlar isso? Isso acho perigoso.

12. Você esteve em Madonna di Campiglio no início desse ano. Viu e relatou o quanto Fernando Alonso tem a equipe Ferrari “na mão” em termos de empatia. Francamente, acha que Felipe Massa está entrando numa guerra perdida ou acredita em algum poder de reação do brasileiro dentro e fora da pista?

FM -> Não. Eu acho que ele ta entrando numa guerra difícil de ganhar. Esse ano muda muita coisa. Acho o Alonso aquele piloto que você pode mudar o regulamento do jeito que for que ele vai estar sempre lá, diferente de outros. Não to nem falando do Massa, de vários outros. O Alonso é brilhante, completo, fora de série. E acho que de 20 corridas o Massa ganhasse 7 dele, ele tinha falado “Caramba, que orgulho.” É que o brasileiro não vê dessa forma, infelizmente. Não reconhece que o outro é um animal. O cara é um animal. O Alonso é absurdo, como o Schumacher era e as pessoas acham que o Rubinho é um pateta porque perdeu do Schumacher. Claro que ele pode ter derrapado, não estou dizendo que ele nunca errou, mas daí a fazer o que fizeram, eu não concordo. Eu acho difícil ganhar, mas se o pneu casar, uma circunstância ideal, o cara ganhando uma corrida. O que aconteceu ano passado eu acho que não acontece, o Massa vinha parado oito meses, não tava em forma. Não acho que ele tenha mudado... piorou. Mas acho que ele tava sem pegada, aquele cara que ta dois anos sem subir do ringue, chega lá o soco não encaixa, o cara toma uma já não agüenta. Eu acho que ele vem mais forte, se ele vai ganhar, não sei. Mas acho que do jeito que foi ano passado, não vai ser. E assim como o Alonso tem o time na mão, porque, óbvio, ele é um baita piloto, o Massa também é querido no time. Não é que, assim, o cara é mala, ninguém agüenta ele. Mas se o Alonso der resultado, os caras vão mais com Alonso...

SN’T ->Até porque eles têm uma dívida com o Massa, né.

FM -> Tem um campeonato ali, que não saiu da mão dele por culpa dele. Mas tem brasileiro que escreve, que ele errou. Mas o Hamilton também errou, quando subiu na bunda do Kimi no Canadá, aquela coisa horrível. O cara ia ganhar aquela corrida, ou ser segundo...

13. Quem acredita ser o melhor substituto para Robert Kubica na Lotus-Renault dos nomes ventilados pela imprensa? Acha que Bruno Senna não é páreo?

FM -> Eu acho que o Bruno Senna... é aquela coisa da sorte no azar. Ele precisava que alguma coisa acontecesse, só que passou do limite. O que o Bruno precisava? Que de repente o Kubica tivesse uma diarréia, que perdesse uma ou torcesse o pé, ficasse duas corridas fora. Mas as pessoas que vão ler isso podem pensar: “Ah, o cara tem que torcer.” O Christian já falou isso na Jovem Pan, piloto torce. Vai faze o quê? O cara é reserva, vai torcer, não para o outro morrer, mas pra acontecer alguma coisa, óbvio. E se acontecesse alguma coisa com o Petrov, a Renault não ia nem pensar em pegar alguém, a não ser que o Bruno fosse muito ruim, mas Petrov por Bruno é pau a pau. Mas o Kubica é um cara fora de série, mas você fala: ”O Heidfeld não é.” Mas o Heidfeld é experiente, e é bom. Por ele não ter carisma, por ele nunca ter vencido, mas ele nunca teve um foguete na mão. “Ah, mas a BMW era boa.” O Kubica ganhou um ano, uma corrida. E outra: em 3 anos o Heidfeld ganhou 2 campeonatos do Kubica, e o Kubica ganhou um. Ele nunca tomou um pau de um cara bom, ele nunca teve um companheiro mané. Então se você falar: “Quem você prefere?” Heidfeld. Se fosse na vaga do Petrov, põe o Bruno. Mas eu acho que aconteceu um pouco mais. Se o Kubica ficasse 5 corridas fora, 4, eu acho que eles ficavam com o Bruno. Mas, um ano, esquece.

14. Dentre equipes e pilotos, qual acredita que será a surpresa e a decepção de 2011?

FM -> Eu não gosto de falar isso, porque: Porque é impossível. Na minha opinião, qualquer cara que agora fala alguma coisa é um pouco charlatão. Sabe aquela coisa de: “Olha, pelo que eu notei.” Putz, não dá pra saber. O Schumacher essa semana voou, tenho minhas dúvidas, tenho minhas dúvidas. A Ferrari me parece bem. A Ferrari me parece bem, isso é claro. E to um pouco preocupado com a Williams que todo dia ta andando muito mal, teve problema. To preocupado, de repente não é nada. Mas to um pouco preocupado com a Williams e acho que a Ferrari ta bem. O resto aí já...

SN’T -> Piloto, dá pra aposta?

FM -> Não, não... não dá.

15. E, para finalizar, ao clichê: Quem será o campeão da F1 em 2011?

FM -> Palpite? Palpite... To achando que o Vettel ganha o bi-campeonato. Ou Vettel ou Alonso...

quinta-feira, 3 de março de 2011

Um dia na Jovem Pan


Como a maioria de vocês já deve saber, ganhei no ano passado o Superpole (quiz da rádio Jovem Pan AM sobre F1). Cheguei ao fim do ano com 18 pontos dos 24 possíveis e a rádio agora me deve um boné do meu piloto favorito (Provavelmente Fisichella, mas ainda não decidi direito).

Ainda no ano passado mandei um email ao Felipe Motta (repórter de F1 da Jovem Pan e apresentador do quiz), para saber se poderia ir assistir ao seu programa semanal, Fórmula JP, ao vivo na rádio. Um programa normal, para ver o “fazer rádio” acontecer. Ele disse que tudo bem, que poderia ir, ligando para a rádio e agendando uma visita. Por falta de tempo e excesso problemas no fim do ano acabei ligando para marcar a tal visita apenas há umas duas semanas atrás. Ficou para o dia 12 de fevereiro (Pois é, fiquei um tempo sem internet, ¬¬, ou seja, duas semanas antes do dia 12)

.

Pois bem, a expectativa era grande. Cheguei lá por volta das 12:20 (o horário do programa é 13:00). Não havia ninguém na recepção, e fui entrando. Cheguei à redação, meio vazia por ser sábado, e fiquei lá, de pé, conferindo o trabalho da rádio durante uns 15 ou 20 minutos. Não sabia com quem falar para que me guiasse até o estúdio do programa, os poucos redatores e repórteres que lá se encontravam, estavam trabalhando.

Enfim, depois de uns 20 minutos a moça da recepção chegou. Pedi que me levasse até o estúdio do programa. Ela atendeu, não sem antes consultar o Felipe. E com o alvará do mesmo pude adentrar pela primeira vez o estúdio de uma rádio no ar. Era 12:50 e o programa ainda não havia começado. Sem saber que outro programa estava no ar no momento que entrei, cumprimentei o Felipe falando alto demais. Ele rapidamente fez aquele sinal característico do “shhhh” com o indicador na boca.

O programa no ar era de futebol, sob o comando de Flávio Prado. Fiquei um tempo assistindo a ele. Estava meio de peixe fora d’água, já que TODOS que adentravam ao estúdio em que eu estava entrariam ao vivo e estavam com seus devidos textos já em mãos. Todos, sempre muito simpáticos, me cumprimentavam de sorriso no rosto.

Era chegada a hora do programa. Felipe Motta, que saíra por 1 ou 2 minutos, entrou novamente no estúdio acompanhado e me perguntando: “Você conhece o Christian?” Eu olhei para o cara que o acompanhava meio de rabo de olho e respondi um “Não”. Quando estiquei a mão para cumprimentar o tal Christian acabei me ligando. Estava simplesmente apertando a mão de Christian... Fittipaldi! Novo comentarista da Jovem Pan.

Felipe me apresentou a ele dizendo que tinha ganho o Superpole. E eu e Christian começamos a conversar. Perguntou meu nome completo, e se pesquisava muito de F1 apenas, ou sabia também de outras categorias. Respondi a ele que tudo que tem motor sempre me interessa a correr atrás. Porém o papo logo foi interrompido porque, afinal, eles precisavam entrar no ar.

Mais ou menos 13:05 o programa começou. E fiquei lá assistindo. O mais bacana de tudo foi ver o clima “descontraído” (entre aspas, afinal aquilo era trabalho) dentro do estúdio. Felipe, claro, falava mais. Pediu a participação de Christian, que, com seu iPad, trouxe os tempos do terceiro dia de testes em Jerez.

No primeiro intervalo, Felipe Motta saiu do estúdio para ligar para um entrevistado, me deixando com Christian apenas. Voltamos a conversar. De fato, havia muuuuuitas coisas que gostaria de falar e perguntar naquela hora. A primeira que me veio à cabeça foi algo sobre Indianápolis 1995, quando foi 2º colocado. Conversamos também sobre Surfers Paradise 1997. Ele me mostrou em sua perna direita a fratura dupla que sofreu depois da forte batida com Gil de Ferran. Fratura que o tirou das 6 provas seguintes daquele ano. Disse a ele que tinha a corrida gravada em VHS, e ele chamou minha atenção para o momento em que apertou o macacão de um dos membros da equipe médica (aos 10 minutos e 52 segundos). Disse que foi a pior dor que sentiu na vida, segundo o próprio “uma pontada insana”.

Logo o papo foi interrompido novamente. Entrariam no ar de novo. Christian faria ainda algumas colocações depois da entrevista conduzida por Felipe Motta. Porém enquanto Felipe ainda falava ao vivo (acho, não lembro), o simpático Christian me cumprimentava e ia embora. Estava tão anestesiado com sua presença e as histórias que me contara que sequer pedi pra tirar uma foto comigo. Besta. Fica pra próxima L.

Felipe tinha um compromisso depois das 14 horas, sendo assim, gravou uma parte do programa antes que chegasse, pois havia comunicado a ele que tinha vontade de entrevistá-lo. Enquanto o programa rolava conversamos bastante durante uns 20 minutos. Papo que virá para o blog em breve!

Depois da conversa, voltamos ao estúdio para o Felipe acabar o programa. Depois de terminado o programa, conversamos ainda bastante sobre F1 e afins. Como tinha dado a mancada com Christian não podia deixar passar a oportunidade de tirar uma foto com o Felipe antes de ir embora, o cara que me proporcionou uma experiência das mais inesquecíveis da minha vida.

Palavras não dão idéia do quão legal foram aqueles momentos.

Valeu Felipe! Fico devendo essa!