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domingo, 24 de julho de 2011

No suor, no braço


Trabalho e arrojo. É disso que eu gosto vendo corridas. Acho demasiadamente chato aquele tipo que só sabe disparar na frente e vê a quadriculada uma hora e meia depois. Lewis Hamilton é um piloto que tem corridas assim, claro. Mas é um cara que, quando está mais atrás e sente a possibilidade, corresponde à altura e nos brinda com atuações como a de hoje e como a do GP da China. O cara sabe ser agressivo – às vezes não na medida certa, é verdade - e é um diamante bruto no que diz respeito à combatividade. Que vitória; que corrida.

Lewis construiu a vitória no terceiro stint, quando passou a virar voltas inacreditáveis e controlar com perfeição a distância para Alonso e Webber. Mas antes disso, segurou Webber de forma esplendida nas primeiras curvas após sair do pit, e depois, repetiu a manobra de Mark - que ele bloqueara pouco antes – e, por fora, passou Alonso, ainda de pneus frios, logo depois que o espanhol havia saído boxes. Perfeito na hora exata. Terceiro stint que valeu o dia.

Alonso continua numa grande ascensão. Os números mostram até mais. Fernando é o piloto que mais marcou pontos desde o GP de Valência, 61. Ao que parece, em ritmo de prova, a Ferrari, se não está junta, vai muito próxima à Red Bull. Uma pena (aliás, pena não; “pena” se usa para azar) o problema no ultimo pit de Felipe Massa. A incompetência (aí sim) da Ferrari em paradas de box chega a ser engraçada. Felipe segurou Vettel praticamente a prova toda, e a equipe lhe derrubou ao fim. Pena dá de Massa, que nem performance e nem sorte tem para andar com os ponteiros.

E, até que enfim, a Red Bull já não é um ponto no horizonte. Em constância é bem superável, como se viu hoje. Tudo bem que Mark Webber não é o melhor piloto do time e que Vettel sofreu boa parte da corrida com problemas de freio, mas já não é de hoje que a Ferrari se aproxima. Agora chega também a McLaren, grata surpresa. E, ao que parece, teremos boas corridas neste fim de mundial. Uma pena que o campeonato já esteja definido.

Webber liderou suas primeiras voltas do ano hoje, mas fez muito pouco. Jamais foi combativo e largou muito mal. Já Vettel, teve o pior fim de semana do ano em performance, classificação e problemas. A ver o que lhe custou não andar no ritmo dos líderes.

Grandíssima corrida de Sutil, o único fora das três grandes a terminar a prova na volta dos líderes (na frente, por exemplo, das Mercedes). Grande trabalho de um piloto – Sutil - que andava precisando. Fazendo menção a Kobayashi – de 17º a nono – e a Petrov - que andava precisando marcar pontos, afinal desde o Canadá não conseguia.

Como já disse, parece que a Red Bull não é mais tão superior em corrida (em treino ainda acredito que tenha vantagem). A Ferrari tem ritmo bastante similar nas provas e, pelo jeito, a McLaren chegou forte também. Como a próxima corrida, na Hungria, é totalmente diferente em termos de clima e circuito, vai ser um belo termômetro para sabermos o quanto disso foi virtual, dadas as condições de Nurburgring.

sábado, 23 de julho de 2011

Dez provas...


... dez poles. Desempenho historicamente quase inigualável de um carro que tentaram de toda forma desbancar com o regulamento debaixo do braço. E aí está, de novo, Webber na pole. Hamilton perto; bem perto. Inclusive, é interessante notar as parciais: No primeiro e último setores, Lewis colocou um décimo cada em cima de Webber. Mas no segundo, Mark “matou a pau” enfiando meio segundo no inglês da McLaren. Enfim, mesmo sem mapeamento de motores, o RB7 continua sendo imbatível em curvas de média velocidade, como são, predominantemente, as do segundo setor de Nurburgring.

Mas, de fato, foi uma diferença muito pequena, 0.055s. Muito mérito de Hamilton ter chegado tão perto; e muito mérito de Webber ter conseguido acertar um segundo setor fantástico. Será que a tão sonhada voltinha liderada sai amanhã? Só depende do australiano. E Hamilton, se chover, na minha opinião, é o maior favorito a vencer.

Vettel vai saber pela primeira vez o que é ter um carro logo à sua frente na largada desde o GP da Itália do ano passado, quando alinhou em sexto. Justo em casa o alemão perde o avassalador número de 14 primeiras filas seguidas. Como futuro bi-campeão, cabe ao alemão ter a cabeça no lugar para administrar a situação. Em 2011, Vettel já vem mostrando isso; então, acredito que tenha tudo pra tirar de letra esta derrota.

Alonso - nunca podendo ser menosprezado - num bom quarto e Massa num distante quinto. Felipe anda levando tempo demais de Alonso e precisa, de alguma forma, se classificar a frente do espanhol até o fim do ano. Difícil é, reincidentemente, ficar creditando culpa em pneus que não aquecem. A conferir sua largada e constância na corrida.

Ótimos treinos de Rosberg e Sutil. Um se colocando a frente de Jenson Button em sexto, e o outro largando finalmente na frente do companheiro de equipe – que em classificação andava a surrar o alemão, mesmo estando atrás em pontos no mundial. Outro que vai indo bem em classificação é Maldonado, de novo na frente de Barrichello. Muito legal ver Pastor crescendo a cada dia; agora é acertar o ritmo de prova.

Péssimo treino de Button, levando 1.1s de Hamilton. Desde a vitória do Canadá, o inglês vem andando muito abaixo da média.

Dias ruins também para Sauber e para o “estreante” Karun Chandhok. A equipe suíça não foi capaz de sequer ameaçar uma passagem para o Q3, como de costume. Tem Pérez em 15º e Kobayashi - no lugar do bobo do Q1 – em 18º. Já o indiano que vai substituir Trulli – sabe-se lá por quanto tempo – na Lotus, levou esmagadores nove décimos de Kovalainen e dois centésimos da Virgin de Timo Glock. Uma reestréia ruim, diga-se. Trulli faria mais.

Quanto à corrida, já disse. Se chover, é fácil... dá Hamilton, pode cofiar. Se a pista estiver seca, provavelmente teremos uma corrida bem embolada. Uma corrida imprevisível, como foi a da Inglaterra. Mas uma coisa parece certa; com chuva ou sem, deveremos ver um belo GP da Alemanha.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

De volta do inferno


Quando a F1 volta à Nurburgring, não há como não recordar o antigo Nordschleife, pista de 22 km de extensão na qual a categoria correu até 1976 quase ininterruptamente (exceção feita a 1959 – em AVUS - e 1970 – em Hockenheim). O chamado inferno verde - dada sua extensão e localização no meio da floresta de Eifel no oeste alemão - sempre foi um desafio à parte por suas curvas difíceis e traçado seletivo, além, também, de não tolerar erros.

Em 1957, o GP da Alemanha era a sexta de oito corridas. Como Indianápolis fazia parte do calendário, mas nenhuma equipe da F1 ia à América do norte para sua realização em razão de demasiados custos, na verdade corria-se ali a quinta de sete corridas da temporada, de fato.

Juan Manuel Fangio, de Maserati, era o líder do mundial. Ganhou três das quatro corridas que participara. Com esta estatística, Fangio poderia ser campeão naquele fim de semana apenas chegando ao segundo lugar. Ele faria a pole position para a corrida com o tempo de 9 min. 25 seg. e 6 décimos.

Porém, apesar da pole, o grande carro daquele fim de semana em constância era sabido que seria a Ferrari. Assim, Fangio e Maserati, para tentar uma vitória, partiram para uma estratégia arriscada depois da pole: Largariam de pneus macios e meio tanque de combustível. O intuito era andar rápido, abrir vantagem e parar com uma diferença suficiente para voltar ainda na frente e continuar andando rápido até o fim.

A corrida não começou bem. Na largada, Fangio cairia ao terceiro posto perdendo posição para duas das Ferraris, as de Peter Collins e Mike Hawthorn. Na volta três, ele conseguiria passá-los para ser primeiro finalmente. Com 22 voltas no total, Fangio teria que andar mais do que o previsto para garantir a vitória. Conseguiu uma boa, porém insuficiente, vantagem de 22 segundos para ir aos pits na volta 11 reabastecer o carro e trocar os pneus.

Mas aí voltaram os problemas. O pit stop foi um desastre, custando à sua corrida 1m e 10s. O carro era reabastecido enquanto os mecânicos trocavam os pneus a marretadas, outra época. Numa destas, uma arruela de uma das rodas quebraria, o que no fim das contas custou bastante tempo. Enquanto isso, Fangio saiu do carro para conversar com seu chefe de mecânicos e o diretor da equipe, depois voltou ao carro; mas claro, não sem antes tomar um gole de uma garrafa de limonada.

O argentino saiu dos pits em terceiro. Uma volta depois, a diferença dele para as duas Ferraris era 51 segundos, suficiente para desanimar qualquer um; mas não a Fangio. O argentino entrou ali numa sequência alucinante de voltas rápidas. Na primeira volta ele tirou 15,5s de Hawthorn – o líder -, quebrando o recorde da pista. E assim seria sucessivamente durante nove voltas, sete consecutivamente; ele quebraria de novo e de novo o recorde do circuito. Com a volta mais rápida da prova, ele simplesmente bateu o tempo de sua pole position em 8,2s.

Na volta 20, Hawthorn passou na linha de chegada a dois segundos de Collins, que levava apenas três para Fangio. Esta seria a volta crucial das ultrapassagens. Rapidamente ele tentaria passar Collins, mas erraria e seria relegado novamente ao terceiro lugar. Na reta seguinte outra tentativa, e a confirmação do segundo lugar.

Hora de passar Hawthorn. Aproximando-se de uma chicane perigosa com uma vala sem guard-rail ao lado, o argentino, com duas rodas na grama, conseguiria a execução da manobra que o colocaria de novo em primeiro lugar.

Mais uma volta e meia e ele conquistaria sua vigésima quarta, mais brilhante e última vitória, além de seu quinto, e também último, título mundial. Tudo isso aos 46 anos de idade. Após a corrida, Fangio assumiu que fazia as curvas em rotação alta e jogando sua traseira de lado. E ainda disse: “Era como se eu estivesse na corrida novamente, fazendo os saltos no escuro sobre as curvas onde eu nunca tinha tido a coragem de ir tão longe”. No fim do ano o pentacampeão se retiraria da F1, mas não sem antes coroar sua já bela carreira com esta atuação digna.

O que será que colocaram naquela limonada?

domingo, 12 de julho de 2009

"A 130ª é a boa"


Depois de ontem marcar de forma fantástica a pole numa grande volta, eis que Webber mais uma vez se supera e conquista uma bela vitória, sua 1ª na careira, e em um GP bem movimentado. O australiano foi indiscutívelmente o melhor na pista nesse fim de semana, mesmo depois de ter largado mal e quase ter batido em Barrichello, até agora numa manobra mal explicada trazendo como consequencia um Drive-Through, ele não deixou o brasileiro da Brawn escapar no início, andou rápido antes de sua parada no box e executou com perfeição seu plano de corrida. 1ª vitória em 130 GPs, muito merecida, diga-se.

O segundo foi Vettel que tentou fazer um bonito para a torcida, mas acabou sendo ofuscado pelo bom ritmo de Webber. O que não tira um certo brilho de sua atuação, mas de qualquer forma fez a força do carro valer muito mais que a pilotagem. Importante o resultado já que agora é 2º no campeonato.

E a Brawn? Ao que parece já não vai conseguindo se manter mais como uma das grandes forças. Aquele fôlego ($$$) que chamavamos atenção no começo da temporada ao que parece pode ter chegado a um ponto crítico, o time já não tem toda essa bola para evoluir. Mesmo assim avantagem é grande, mas a Red Bull já começa a assustar. O fato que ambos os carros tiveram rendimento pífio no fim da prova.

Outra coisa: Nããããão. Rubinho não foi sacaneado pela equipe, como aliás, insistiram em dizer hoje tanto na TV quanto no rádio. O que lhe rendeu o 6º lugar foi, além da inversão de posições do último dos 3 pits da Brawn, sua falta de performance atrás de Felipe Massa, Rubinho ali tinha que ter partido para a ultrapassagem.

Excelênte corrida de Massa. Se restava dúvida sobre a capacidade de Felipe ainda ela vai se apagando com notórias atuações nesse ano. Primeiro pódio do ano para Massa que vai ao 5º posto no mundial. Seu companheiro Raikkonen quebrou, palpite meu: câmbio.
Chance concreta tinha Adrian Sutil de fazer hoje os primeiros pontos da Force India. Tinha. Jogou tudo pela janela na saída de seu primeiro pit tentando passar Kimi Raikkonen ,quebrando sua asa diânteira. Pior para Sutil é Kimi ainda viria a abandonar, ou seja, destriu seu fim de semana magnífico absolutamente por nada.

Das equipes do difusor do início do ano a única que ainda está em curva de evolução é a Williams (ou Rosberg, já que Nakajima ainda não sabe o que veio fazer na F1 2009). Rosberg depois de um 15º ontem, chegou hoje na frente das Brawn em 4º lugar. Gradíssima atuação.

Fernando Alonso mesmo rodando fim da volta de apresentação fez boa corrida, incluindo no seu currículo hoje a volta mais rápida da prova, simplesmente 0.6 abaixo de Webber. Nelsinho niguém sabe, ninguém viu. Largou mal depois não se teve mais notícia, naquela pode ter sido sua última corrida na Renault.

Boa corrida, com muitas alternativas e variáveis, mesmo sem chuva. Grande atuação de Webber, Massa e Rosberg. Mas minha dúvida é só uma: Brawn ainda vai ter cacife pra lutar ou, (ao menos) segurar a Red Bull para a segunda metade do mundial? a conferir nas próximas semanas e na Hungria dia 26.
Classficação final:
1º. Mark Webber (AUS/Red Bull), 1h36min43s310
2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), a 9s252
3º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 15s906
4º. Nico Rosberg (ALE/Williams), a 21s099
5º. Jenson Button (ING/Brawn), a 23s609
6º. Rubens Barrichello (BRA/Brawn), a 24s468
7º. Fernando Alonso (ESP/Renault), a 24s888
8º. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), a 58s692
9º. Timo Glock (ALE/Toyota), a 1min01s457
10º. Nick Heidfeld (ALE/BMW), a 1min01s925
11º. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), a 1min02s327
12º. Kazuki Nakajima (JAP/Williams), a 1min02s876
13º. Nelsinho Piquet (BRA/Renault), a 1min08s328
14º. Robert Kubica (POL/BMW), a 1min09s555
15º. Adrian Sutil (ALE/Force India), a 1min11s941
16º. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), a 1min30s225
17º. Jarno Trulli (ITA/Toyota), a 1min30s970
18º. Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 1 volta
Não completaram:
Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 34 -
Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 18 - Hidráulico

sábado, 11 de julho de 2009

Pois é... a primeira!


Quem acompanha F1 a tempos e não é ligado em estatísticas e não tem uma boa memória pode até que Webber já havia feito alguma Pole Position na carreira, principalmente por sempre ser reconhecido como grande talento em provas de classificação. É só lembrar de seus tempos na Jaguar, quantas vezes, principalmente em 2003 ele largou entre os 8 primeiros.

Mas acredite, pela 1ª vez o australiano, vulgo leão de treino, consegue uma pole na F1, uma belíssima atuação e com o mesmo peso de Vettel que é apenas 4º. E isso em um dos treinos mais fantásticos de que se tem notícia na história da F1. Partes com chuva, partes de pista seca, partes com trilho, principalmente um fim do Q1 e Q2.

Houveram os vencedores da grande loteria que foram as primeiras classificações. Respectivamente podemos citar Nelsinho Piquet, que pela 1ª vez vai lagar na frente de Alonso, Kovalainen, que mesmo com m carro muito inferior ao de Hamilton vai sair a seu lado, em 6º, e Sutil que em uma grande atuação levou pela 1ª vez a Force India a saber o que é disputar um Q3, conquistando também o seu melhor grid na carreira em 7º.

Houveram também os perdedores. O maior deles: Alonso (além de Glock e Williams). Mas foco em Alonso, que com certeza perdeu uma grande chance de se classificar bem, um 12º lugar com um gosto super amargo. Mas assim mesmo, se chover amanhã, sendo como é o circuito de Nurburgring não o descartaria das brigas pelas primeiras posições.

Podemos até citar a Brawn entre os vencedores, pois Vettel, mesmo estando mais pesado, larga só em 4º. E mesmo sendo reconhecidamente Vettel um piloto bom de chuva, os dois carros, e principalmente Rubinho, largando a frente do alemão pode ser um grande trunfo do time de Ross Brawn.

Não vejo a Ferrari tão bem, mas como são Ferrari estão sempre no páreo. Resta saber se teremos boas atuações de Massa e Raikkonen se a corrida acontecer em condições adversas.


A chuva, previsão para amanhã, pode ser fator decisivo para a prova, Hamilton que o diga, já que parece que tem um carro bom (além de ser um ótimo piloto) em condições adversas. Sendo assim as cartas já estão na mesa, resta saber quem além de ter uma boa mão vai saber se manter na pista e ser consistênte o tempo todo na corrida. Enfim ela promete! esperamos que não decepcione!

Classificação:
1°. Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min32s230 ( 22 voltas )
2°. Rubens Barrichello (BRA/Brawn), 1min32s357 ( 22 )
3°. Jenson Button (ING/Brawn), 1min32s473 ( 23 )
4°. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), 1min32s480 ( 20 )
5°. Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min32s616 ( 19 )
6°. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min33s859 ( 21 )
7°. Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min34s316 ( 20 )
8°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min34s574 ( 22 )
9°. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min34s710 ( 23 )
10°. Nelsinho Piquet (BRA/Renault), 1min34s803 ( 24 )
11°. Nick Heidfeld (ALE/BMW), 1min42s310 ( 14 )
12°. Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min42s318 ( 15 )
13°. Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min42s500 ( 17 )
14°. Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min42s771 ( 17 )
15°. Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min42s859 ( 14 )
16°. Robert Kubica (POL/BMW), 1min32s190 ( 10 )
17°. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 1min32s251 ( 11 )
18°. Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min32s402 ( 11 )
19°. Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min33s559 ( 11 )
20°. Timo Glock (ALE/Toyota), 1min32s423 ( 11 )¨$
¨$ Glock apesar de ter sido 19º vai largar em último por supostamente ter atrapalhado Alonso no Q1. Matando cachorro morto...


Pesos:
Jenson Button (ING/Brawn), 644,0 kg
Rubens Barrichello (BRA/Brawn), 647,0
Lewis Hamilton (ING/McLaren), 654,5
Mark Webber (AUS/Red Bull), 661,0
Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), 661,0
Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 664,0
Felipe Massa (BRA/Ferrari), 673,5
Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 674,0
Nelsinho Piquet (BRA/Renault), 676,0
Adrian Sutil (ALE/Force India), 678,5
Timo Glock (ALE/Toyota), 662,3
Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 662,5
Fernando Alonso (ESP/Renault), 668,2
Robert Kubica (POL/BMW), 673,5
Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 674,5
Nick Heidfeld (ALE/BMW), 681,0
Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 683,6
Jarno Trulli (ITA/Toyota), 683,7
Sébastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 689,5
Nico Rosberg (ALE/WIlliams), 689,8


Disputa Piloto X Piloto:
McLaren: Hamilton 5X4 Kovalainen
Ferrari: Massa 4X5 Raikkonen
BMW: Kubica 6X3 Heidfeld
Renault: Alonso 8X1 Piquet
Toyota: Trulli 7X2 Glock
Toro Rosso: Bourdais 2X7 Buemi
Red Bull: Webber 2X7 Vettel***(1X8)
Williams: Rosberg 7X2 Nakajima
Force India: Sutil 4X5 Fisichella***(5X4)
Brawn: Button 6X3 Barrichello

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Que tal uma voltinha?


Realmente a Alemanha tem alguns dos circuitos mais legais do mundo, tinha Hockenheim (isso mesmo, tinha, pois destruiram) Avus e tem Nurburgring, tanto a atual quanto a antiga em seu anel norte. Realmente um museu do automobilismo mundial.

Em 2007 Nick Heidfeld deu uma volta promocional no lendário traçado de 20.832 metros do Nordschleife. Veja aí, vale a pena:



Impressionante como tem ondulações a pista, Nick teve que tomar muito cuidado principalmente no início da volta naquelas subidas seguidas de curva, para não decolar o carro. Impressionante também como o pessoal de gráfico do Gran Turismo 4 conseguiu captura-la no jogo com perfeição, quem já foi viciado nesse jogo, como eu, vai reparar que tudo está perfeito.
Só sei de uma coisa, antes de morrer ainda vou dar uma voltinha ai nesse circuito!

Corda bamba


Hoje em Nurburgring muito se falou do bom rendimento da McLaren, sobretudo Hamilton que ficou em 1º lugar. Claro mais uma conversa fiada das sextas feiras da F1, sempre algum intruso entre os ponteiros, leia se principamente as McLarens e para Williams.


Mas o assunto que mais me chamou atenção ouvindo o que se disse nesse dia que pouco importa o que acontece na pista, foi de que 2 pilotos do grid estariam perigando perder seus lugares ainda para esse ano.


Nenhuma novidade aí, os de sempre, Nelsinho Piquet e Sebastien Bourdais, claro. Nelsinho ainda na minha opnião já faz hora extra, já que a força do nome Piquet não lhe deu apenas uma ou duas, deu várias chances de mostrar seu trabalho ao longo desse ano e meio no time francês, e o resultado está aí: 19 pontos em 2008, nenhum em 2009 e com melhor resultado ocasional(!!!) 2º lugar na Alemanha há um ano atrás. Muito pouco.


Pior ainda para ele é que seus deméritos são muito mais relevantes do que seus méritos supracitados. Seu companheiro Alonso lhe aplica uma senhora histórica goleada nos grids de largada, nada menos que 26X0 juntando as duas temporadas de Piquetzito na F1. Sendo que em grande parte dessas classificações Nelsinho foi cortado no Q1 e muitas vezes errando visívelmente.


Enfim, sua falta de performance parece que está já dando os nervos de Flávio Briatore, que já declarou que Nelsinho não tem lugar na equipe para o resto do ano. Pior ainda para Nelsinho é que ele continua disparando contra a equipe fora da pista. O carro todos já sabem que não é bom, talvez o pior da Renault na história, portanto Nelsinho devia parar de falar tanto do carro e da equipe. Na minha opinião, ao invés de falar mal Nelsinho deveria se concentrar mais em sua performance dentro da pista, que nunca foi a esperada. Jogou no lixo na Austrália uma bela oportunidade de pontuar e isso lhe faz muita falta hoje, tanto é que vem para esse final de semana precisando pontuar de todo jeito.


A mesma pressão está também em cima de Bourdais. Mas esse por não ter o mesmo nome não vai ter a mesma dose de paciênca da STR. No campeonato Buemi tem 3 pontos e Bourdais 2, porém os números refletem pouco do que foi a performance do francês na pista, quase que sempre sendo batido por Buemi em classificações e em corridas. Importante dizer que Bourdais ganhou seu lugar na STR nesse ano por ter feito um bom trabalho no fim do ano passado, mas não vem repetindo nesse ano por enquanto suas performances a lá Bélgica e Japão em 2008, quando superou seu companheiro prodígio Vettel consistêntemente.



Portanto os dois perigando, e numa pista de média velocidade, que tem pontos de ultrapassagem e que até pode ter chuva a promessa é de uma das melhores chances do ano para eles mostrarem porque merecem continuar na F1 até o fim desse ano e para o ano que vem também.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Nelsinho Piquet

Depois do Gp da Alemanha muito já se fala em contratos para o próximo ano. Diria que para Nelsinho Piquet esse segundo lugar em Hockenheim foi providêncial, apesar de que no meu ponto de vista o brasileiro ainda não convenceu. O piloto do carro 6 não largou nenhuma vez a frente de seu companheiro de equipe Fernando Alonso, desse modo esta levando uma lavada de 10 X 0 do espanhol das astúrias bi-campeão do mundo. A principal desculpa que principalmente a imprensa usa é essa de que Nelsinho ainda não se adaptou a F1, o que não cola mais. Precisa começar a ser um adversário de Alonso nas Classificações.
Seu segundo lugar além de ter muito mérito da sorte por ter parado na mesma volta do acidente de Timo Glock que trouxe o Safety Car para pista teve também muita competência em manter a Ferrari de Felipe Massa atrás de sua Renault. Mais mérito ainda de não ter segurado de fato Felipe. Chegou com uma boa e confortável vantagem de pelo menos 3 segundos ao final da prova.

Não acho que Nelsinho já tenha garantido lugar para o ano que vem, mas corridas assim fazem com que a moral e a confiança de um piloto cresçam, desse modo espero anciosamente pela performance de Nelsinho na Hungria.
Boa sorte e que repita a performance mais vezes!