Mostrando postagens com marcador Nick Heidfeld. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nick Heidfeld. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"A maldição de Heidfeld"


Há seis anos um brasileiro tinha uma boa oportunidade para mostrar serviço numa equipe média para boa na F1. Ele era Antônio Pizzonia. O piloto de Manaus substituiria Nick Heidfeld na Williams, após um forte acidente sofrido pelo alemão nos treinos para o GP da Itália em 2005. Já naquele final de semana, Pizzonia tomou seu lugar na Williams de número oito. Tentaria para 2006 aquilo que não havia conseguido para 2005 - embora já fosse piloto de testes por aquelas bandas com o apoio da Petrobras. O posto de piloto titular.

Pizzonia começou bem. Mesmo depois de sair de 16º no grid em Monza, chegou ao sétimo lugar com uma boa corrida de recuperação, superando inclusive o companheiro de equipe e desafeto dos tempos de Jaguar, Mark Webber, que sequer pontuou ali. Sua conquista ganha mais notoriedade quando lembramos que o GP da Itália de 2005 foi a segunda corrida na história a não ser abandonada por ninguém. Com o resultado, Pizzonia empatava seu melhor resultado com os GPs da Alemanha, Hungria e Itália em 2004, quando substituiu Ralf Schumacher pela mesma Williams e foi sétimo.

Porém, a partir dali, nada mais deu certo para o brasileiro naquele ano. Na Bélgica, estava fora da zona de pontos, quando, há quatro voltas do fim, tirou da McLaren aquela que seria sua primeira dobradinha em cinco anos, com uma fechada em Montoya que vinha lhe colocar uma volta, o que tirou ambos da prova.

No Brasil, sequer teve chance de tentar correr. Foi tirado da prova na primeira curva por David Coulthard num grande acidente que tiraria inclusive seu companheiro Webber também. No Japão, ficou pela brita de Suzuka depois de rodar sozinho na volta nove, e de não ter conseguido se classificar bem no dia anterior. Na China, viu a bandeirada pela primeira vez desde a Itália, mas longe da zona de pontos e com uma corrida opaca, em 12º.

Não deu outra. Pizzonia perdeu a vaga na Williams para 2006 em favor do estreante e primeiro campeão da GP2, Nico Rosberg.

Nesse ano, a vida de Bruno Senna parece lembrar a de Pizzonia em 2005. Admitido pela Lotus-Renault (odeio chamar assim, mas vou ter que me acostumar) para o lugar de Heidfeld, o brasileiro fez duas boas apresentações: Na Bélgica – onde largou em sétimo – e na Itália – onde marcou os mesmos dois pontos de Pizzonia, mas na nona colocação. Desde esse GP em Monza, Bruno não mais conseguiu pontuar e brilhar em corridas. A que parecia ser uma vaga concreta em suas mãos, vai aos poucos indo embora dada concorrência que a equipe vem tendo para as duas vagas no ano que vem, junto ao fato de nem Petrov (pay-driver de primeira) estar garantido por lá.

Em comum nas duas histórias? Brasileiros pilotos de testes em equipes emergentes, que da noite para o dia tiveram uma excelente oportunidade em mãos. Pizzonia desperdiçou, e Bruno vai fazendo o mesmo.

Outra coisa em comum? Ambos substituíram Heidfeld depois de saídas não muito bem explicadas pelos respectivos dirigentes. Em 2005, reza a lenda que Heidfeld, mesmo após ter sofrido outro acidente de moto durante o restabelecimento do de Monza, tinha condições de correr e não o fez, pois a Williams, com o relacionamento já gasto com a BMW, preferiu deixar Nick na geladeira ao saber que o alemão já havia assinado com o time alemão para 2006.

Nesse ano, todos viram o processo de fritura que a Lotus o colocou quando o alemão não se mostrou ser um "novo Kubica". Saiu pela porta dos fundos da equipe pseudo-inglesa.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cara de filme antigo


10 anos irão separar no ano que vem. Muito tempo. Nesse intervalo a Sauber perdeu o patrocínio fortíssimo da Red Bull, deixou de existir e voltou se não das cinzas sabe-se lá de onde, já que colocar um carro sem patrocínios para correr quebra as barreiras do sobrenatural e começa a parecer loucura dado mundo capitalista que se encontra a F1 atualmente.

Em 2001, 10 anos antes, a Sauber se reformulava totalmente. Contratava o campeão da F3000 em 1999, e piloto de uma das cadeiras elétricas azuis da Prost em 2000, Nick Heidfeld. Contratava também um jovem finlandês de 21 anos vindo da Fórmula Renault inglesa, Kimi Raikkonen. Contratação, essa última, que fora criticada exaustivamente pela imprensa, por técnicos, pilotos e até pelo presidente da FIA, Max Mosley, na pré temporada, já que Raikkonen havia feito apenas 23 corridas de monoposto na vida até ali. Mas para Peter Sauber, tudo valia para não repetir o desastre de 2000, quando o time viveu uma temporada horrível com apenas 6 pontos no ano, todos conquistados por Mika Salo.

E foi também com um forte patrocínio novo, o banco Credit Suisse, que o time suíço chegou a Melbourne com a missão de provar a todos que seu investimento (ou a falta dele) numa dupla de pilotos a ser lapidada durante o ano a fora seria uma boa idéia.

O resultado de imediato foi sensível. Já na Austrália, Heidfeld e Raikkonen pontuariam em 4º e 6º respectivamente. No Brasil, 3ª prova, Heidfeld conseguiria seu primeiro pódio da carreira, 3º, com o time que não subia ao pódio desde o GP da Bélgica em 1998. Raikkonen também silenciou seus críticos com os notáveis 4º lugares na Áustria e no Canadá.

Dessa forma o time de Hinwill cravou sua melhor temporada, desde sua entrada na F1 em 1993, com 21 pontos. Escrita que só seria quebrada em 2004, porém com o sistema de pontos vigente em 2001, (apenas 6, e não 8 pontuando) os 34 pontos feitos no ano teriam sido apenas 12. Ou seja, 2001 é a melhor temporada da Sauber até hoje.

Em 2011, 10 anos depois, os carros da Sauber serão dirigidos pelo japonês Kamui Kobayashi, com praticamente um ano de F1 na bagagem, a lá Nick Heidfeld, e o mexicano Sergio Pérez, vice da GP2 nesse ano, que terá completado 21 anos cerca de um mês e meio antes da estréia, jovem como Kimi Raikkonen. Além claro do patrocínio forte, a mexicana telecomunicadora Telmex, como a Credit Suisse em 2001.

As semelhanças são visíveis, valendo a pena mencionar o nome de James Key, ex-engenheiro da Force India, que chegou à Sauber em abril. Desde lá, o que se viu a olho nu foram os carros suíços progredindo e o mesmo não podendo ser dito da parte dos indianos.

Poderia ser a história se repetindo? Difícil dizer. Mas da astúcia de Peter Sauber não devemos duvidar.

E se você leu esse texto até o fim e é do tipo que curte fazer bolões de F1, acredito que eu já tenha preenchido pra você a lacuna antecedida por “Revelação do ano” no ano que vem.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Que tal uma voltinha?


Realmente a Alemanha tem alguns dos circuitos mais legais do mundo, tinha Hockenheim (isso mesmo, tinha, pois destruiram) Avus e tem Nurburgring, tanto a atual quanto a antiga em seu anel norte. Realmente um museu do automobilismo mundial.

Em 2007 Nick Heidfeld deu uma volta promocional no lendário traçado de 20.832 metros do Nordschleife. Veja aí, vale a pena:



Impressionante como tem ondulações a pista, Nick teve que tomar muito cuidado principalmente no início da volta naquelas subidas seguidas de curva, para não decolar o carro. Impressionante também como o pessoal de gráfico do Gran Turismo 4 conseguiu captura-la no jogo com perfeição, quem já foi viciado nesse jogo, como eu, vai reparar que tudo está perfeito.
Só sei de uma coisa, antes de morrer ainda vou dar uma voltinha ai nesse circuito!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Mais um...

Outro lançamento, hoje a BMW lançou seu novo carro na Espanha precisamente no circuito de Valência. Vendo as fotos eu não entendi porque mesmo com a previsão de tempo ruim os testes coletivos foram em Portugal, se na Espanha o tempo parece estar bem melhor.

Eis o BMW Sauber F1.09:







Até ontem achava a BMW uma das equipes que poderiam entrar "quebrando a banca" na temporada de 2009. Digo até ontem pois vendo essas fotos constatamos que há uma ausência significativa de patrocínios. Credit Suisse e Dell pularam fora e a Intel tem apenas uma pequena menção no aerofólio traseiro.

Por essas e outras pode ser que a equipe não consiga dar aquele pulo que se esperava dela quando anúnciaram o uso do KERS na temporada de 2009. Mas isso é dificil prever, só mesmo com os testes até o fim da semana vamos conseguir ter uma idéia.

Isso pode de certa forma atrapalhar um pouco Kubica que poderia ser uma força consideravel nessa temporada, pelo menos no começo do ano enquanto as outras ainda estivessem se adaptando ao KERS. Heidfeld vem com sua "eterna" missão de ganhar sua primeira corrida na F1. Vai precisar de um pouco de sorte, mas nesse ano dependendo de como for essa vitória deve sair por bem ou por mal (nuss, apostei alto), pensamento positivo a ele.

Estéticamente até que ele está mais bonito do que o híbrido da pré-temporada, o bico mais baixo ajudou bastante, mas ainda continua sendo horroso para mim.
N° 5 - Robert Kubica
N° 6 - Nick Heidfeld

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Dã!


A BMW confirmou hoje Kubica e Heidfeld para o ano que vem. Kubica não seria novidade a única incógnita da dupla era Heidfeld, que diziam os "boateiros" sairia para dar lugar a Fernando Alonso, o que não ocorreu. Desse modo é mais uma porta que se fecha em um ano em que poucas coisas vão mudar com relação a esse.
Me recuso a comentar a situação de Alonso.

Para fechar o dia bem nada melhor que uma "musiquinha":



You've Got Another Thing Comin' - Judas Priest
(com alguma sorte vou conseguir ir ao show deles!)