sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Máfia fonográfica

Sempre tive, e tenho, costume de ver o VMB. Aconteça o que acontecer, toque quem toque. É o momento no meu ano que uso pra julgar o mercado fonográfico mainstream, ou seja, música do mundo ao meu redor. E devo dizer que isso a cada ano têm sido uma experiência mais assustadora do que a antecessora.

Não pude ver à premiação de ontem, assim, isso que digo é por base de puro achismo, pré ( e também um pouco de pós) conceito.

A música brasileira está em crise, e o rock brasileiro inexiste. É ridículo dar 5 prêmios numa noite para uma banda (se é que se pode chamar aqueles indivíduos de músicos) que estaria no mesmo horário fazendo um ”show surpresa” em outro lugar não longe dali. Coincidência? Não. Essas bandas antes de fazerem de seus pseudo apreciadores massa de manobra para ganhar prêmios e estabelecer popularidade em redes sociais, são fantoches de produtores musicais que baniram a arte do cenário musical recente.

São porcos capitalistas como Rick Bonadio que destroem e deixam cada vez mais anônimas as mais diversas manifestações artísticas de algum valor musical no mundo. O mercado de gravadoras virou máfia, virou influência. Afinal, tocar em uma hora a mesma música em 6 ou 7 rádios diferentes é ou não é, digamos, estranho?

“Ah, mas não fosse Bonadio, e outros, algumas bandas de valor como Mamonas Assassinas, Legião Urbana, Raimundos não teriam saído do anonimato.” Dirá alguém. E eu digo, é por eles também que vemos há alguns anos gente como CPM 22, Dogão é mau, Cine, Restart, NX Zero e afins tirando de bons músicos o incentivo e o reconhecimento que merecem.

Embora eles sejam alvo da maioria das críticas, não culpo os fãs. São pré adolescentes, (ou pós crianças, como gosto de chamar) em sua maioria, não tem personalidade definida ainda, estão descobrindo o mundo. No momento que alguém chega e fala com ele: “- Isso é legal cara, todo mundo gosta, e você?” Pra não se sentir excluído do grupo, por osmose a criança acaba aceitando o movimento e até fazendo parte dele, dependendo da influência. Eu já tive 11 anos, e já fiz coisas que não gosto nem de lembrar, creio que você que me lê também.

Vale dizer que essa vaia, que dizem que a banda dos 5 canecos levou (lembre se, não vi à apresentação) , foi atitude de protesto... dos fãs de emocore (?!), pelo que se diz. Difícil de acreditar que tenha sido uma atitude espontânea de fãs, tão difícil quanto acreditar num show surpresa espontâneo da banda em questão.

Você assistiu ontem a um teatro de fantoches do McDonald’s em escala maior... e a tendência é cada vez mais, piorar.

3 comentários:

Pedro disse...

Eeeeeeeh, meu amigo. É foda.

Ron Groo disse...

Não dá para piorar. Por que em tese apenas se copiam as coisas ruins e colocam como novidade.
Musica que é bom, necas... Bye MTV.

Marcos Antônio disse...

só o VMB pra te fazer escrever,neih?rs

Assino embaixo no que vc disse, o rock brasileiro inexiste, as boas bandas dos 80 envelheceram, as dos 90 terminaram e as dos 2000 nem chegam perto no nível aceitável po rum bom rock N Roll. A vaia pros babaca lá pro pessoal que torcia pra Pitty, que faz o som menos ruim do rock n roll brasileiro há tempos.

Mas não consigo acreditar que não exista uma boa banda de rock perdida por aí, só que ninguém investe em qualidade, e só em alienação.