sexta-feira, 13 de maio de 2011

Jogando em xeque


E será indo em busca de seus momentos de glória que a Williams voltará a ter seus motores fornecidos pela Renault. A história ganha força a cada dia, e é possível que isso aconteça já para 2012.

Isso nos remete aos idos de 1988, quando a Williams passava por uma situação parecida quanto ao fornecimento de motores. A Honda havia deixado a parceria, até ali vitoriosa, a troco da McLaren (Senna) e da Lotus (Nakajima). Sem possibilidades de assinar de imediato com uma forte montadora, a equipe inglesa foi forçada a usar os terríveis motores Judd aspirados, no último ano da "era turbo".

Não precisaria mencionar que os resultados foram desastrosos. Os melhores momentos da temporada foram dois segundos lugares conquistados por Mansell. Um no chuvoso GP da Inglaterra, o outro em Jerez de la Fronteira, Espanha. As dificuldades eram evidentes. Faltava velocidade final, sobravam problemas. Não só com o motor. Mansell, piloto nº 1 da equipe, teimara em correr doente na Hungria, e o salário de tal ato foi a perda das duas provas seguintes na Bélgica e Itália em recuperação.

Mas para 1989 tudo mudaria. Chegaria o motor Renault, depois de dois anos ausente das corridas de F1. O V10 francês faria a Williams voltar a viver seus dias de glória na categoria. Uma temporada convincente com duas vitórias nos adversos GPs do Canadá e da Austrália - ambas por Thierry Boutsen que substituía a Mansell, agora na Ferrari - fariam o time inglês ser vice-campeão entre construtores.

A situação agora, em 2011, não é tão simples. A Williams joga em xeque. Têm a bordo de seus carros um estreante nada promissor e um veterano que está vivendo seus últimos dias na F1. Não vencem uma corrida desde 2004, e não tem um equipamento confiável e constante - sendo rigoso - desde a metade de 2005, quando começava o inferno astral nas relações com a BMW.

Em outras palavras, a Williams não vive um ano ruim como em 1988, vive a pior fase de sua existência. Fase, mais recentemente, que vem fazendo cabeças rolarem morro abaixo dentro do staff técnico. Resta saber se a volta da Renault poderá trazer de volta a estabilidade e os bons dias a Williams.

Opinião pessoal do blogueiro: É difícil. Porque não é uma parceria como foi nos anos 90, quando venceram quatro campeonatos de pilotos e cinco de construtores. Dessa vez a Williams será só mais uma dentre outras três equipes (Red Bull, Lotus, Renault) a ter seus motores fornecidos pela Renault. Além disso, não tem um bom piloto jovem em quem possa apostar suas fichas a longo prazo, alguém como foi Nico Rosberg, por exemplo. Não bastasse, a Williams corre nesse ano com o carro praticamente sem patrocinadores e precisa de mais dinheiro para crescer junto com o possível futuro fornecimento de motores.

Carro que, por sinal, tem em seu layout um “revival” da pintura de 1997 do time inglês, ano dos últimos títulos conquistados por eles... justamente com o motor Renault. Infelizmente mesmo com o negócio concretizado não vejo isso sendo mais que uma ligação nostálgica. Triste. Tomara que eu esteja errado.

2 comentários:

Marcos Antônio disse...

pior do que está não fica. mas se pelo menos o Hulkenberg pudesse voltar, seria ótimo. e o Motor Renault trará coisa smelhores do que do cosworth, isso é certo, vamso torcer pra que as coisas melhoresm

Ron Groo disse...

Eu ainda não acredito nesta parceria com a Renault. Só depois de assinado e divulgado.


Mas pra dar certo, tem que mudar muita coisa lá dentro.. .Muita coisa.