sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Dirt (Alice in Chains)

As vezes você que olha o cabeçalho do meu blog pode ver a capa deste CD e perguntar, Alice in Chains não é grunge? como que alguém que curte metal pode cometer tal "atrocidade"? Tenho eu que responder a essas perguntas quase que diariamente conversando com alguém sobre música. E como estou aqui no blog para mostrar minha opinião, decidi defender meu ponto de vista de uma vez por todas.

AIC é uma banda de grunge sim, mas bem longe do estilo "mainstream" que vendia horrores nos anos 90, as músicas são bem espontâneas e originais, e se há uma coisa que não se pode botar em xeque quando os ouvimos é a originalidade, graças a diversidade de climas músicais criados durante a carreira juntando elementos de metal e elementos acústicos e principalmente aos vocais de Layne Stanley de Jerry Cantrell. Se Jimi Hendrix inventou a guitarra agressiva, Eddie Van Halen o tapping boto nesse hall da fama também (por que não?) a hamonia vocal apresentada por esses caras de Seattle.

Bem, lançado em 1992 Dirt tem como primeira faixa Them Bones, na minha opinião já a melhor da banda e do disco. Além dos riffs mais pesados do album ela também traz toda essência da banda. Seguida por uma música lado B, Dam That River, não por menos pesada que a faixa antecessora, mas dessa vez um pouco menos arrastada.

Rain When I Die, é uma daquelas músicas que fazem o Alice in Chains ser dito por grunge. Crises existências seguidas vontades suicídas. Se há o que destacar dessa música é a bela linha de baixo e bateria até lembrando as de um blues. Down in a Hole já revela o lado acústico da banda, a música se contrasta muito bem com as primeiras três, mostrando o quanto era eclética a banda. Mais uma vez a letra da música é dedicada a crise existêncial.

Já em Sickman as letras tomam um outro rumo digamos assim, menos politicamente correto. Essa música fala de drogas e seus ateptos. A grande atração do som é a guitarra de Jerry Cantrell que é a mais diversa do album. Das calmas chegamos a minha favorita, a faixa 6 de nome Rooster. Em termos de climas essa é a melhor do álbum, que realmente o transporta para um clima desértico inicialmente (lembra a capa até) mas explode como uma bomba logo depois, falando de guerras e mais do que isso, fazendo uma homenagem ao pai de Jerry Cantrell (ele seria o"Rooster"[galo]).

Junkhead é outra das que falam sobre drogas, mas essa é uma música que tem dos riffs mais legais do disco, destacando-se o solo simples, mas não por menos bonito. Depois faixa título Dirt. Dos riffs mais legais do disco, usando o Wah-Wah já bem conhecido desde a primeira faixa. O grande destaque da música é o solo, um dos momentos mais belos do disco e vou até mais longe dos anos 90 músicalmente falando.

Logo após temos God Smack, uma música de guitarras presentes, mas na minha opinião a menos inspirada do álbum.

Desse disco existem duas versões disponiveis, uma e a mais conhecida lançada na Austrália, EUA, Europa e Canadá, que contêm 12 músicas. Nos outros lugares o disco foi lançado com uma "música" a mais. A música não tem nome e é apenas um riff ultra pesado de guitarra. Curiosamente esse riff era usado por Jerry para irritar seus companheiros de banda no estúdio, sendo assim o riff era tão chato que Jerry por brincadeira pediu para gravá-lo, a banda topou mas com o condição dele parar de tocá-lo durante os ensaios. Para os vocais do som a banda chamou Tom Araya do Slayer para dar risadas maléficas e gritar durante os 43 segundos da música. Ela ganhou o nome de Iron Gland em 1999 quando a banda lançou a coletânia Music Bank.

Depois temos a faixa 11 chamada Hate to Fell. Uma música bem estranha digamos assim, mas tem um refrão bem legal. A 12 é Angry Chair uma das mais conhecidas do Alice in Chains, um ritmo contagiante pela bateria de Sean Kinney, seguido de um tema alá missão impossivel, bom som.

Acabando bem o disco tem Would? que mais uma vez manda um clima muito legal graças ao baixo de Mike Starr (nada a ver com Ringo) e as guitarras sutis.

Uma das coisas que faz a vida ficar exitante são as inovações e as coisas novas que fazemos, por tanto antes de jogar pedra falar mal e dizer que o grunge destruiu o rock ouça Alice in Chains e acima de tudo esse disco, que descaracteriza qualquer marca mainstream. Lhes digo, é um disco fenômenal

Set List:
1. Them Bones
2. Dam That River
3. Rain When I Die
4. Down in a Hole
5. Sickman
6. Rooster
7. Junkhead
8. Dirt
9. God Smack
10. (Iron Gland)
11. Hate to Feel
12. Angry Chair
13. Would?
* na versão de 12 músicas a música "Down in a Hole" fica entre "Angry Chair" e "Would?" como penúltima faixa.

2 comentários:

Marcos Antônio Filho disse...

Nçao conheço mtoa obra do Alice In Chains,mas vou até baixar esse cd e ouvi-lo,pq das grunge acho eles uma banda legal.


Essa pode ser exceção,mas que o grunge destruiu o rock, destruiu.Os filhos do grunge são os emos...

Ron Groo disse...

Cara, eu vivi o periodo aureo do grunge, vi bandas como Mother Love Bones aparecer e sumir em questão de meses.
Vi o furor que causou o Nevermnd do Nirvana e tudo que aconteceu com eles.
Vi o Pearl Jam lançar "Ten" e nunca mais lançar um disco parecido. Alguns foram bons, mas como "Ten", nenhum.
Porém, eu já ouvia musica pesada antes do grunge aparecer, e das boas: Sabbath, Purple, Kiss, Iron, Helmet e tantas outras que não caberiam neste post.
Logo, nada do que o grunge fez me impressionou. Mas o simples fato de aparecerem os produtores picaretas e começarem a xerocar tudo e todos para lançar e vender aí desisti.
Na verdade foi quando ouvi o Silverchair e pensei... Porra, é igual ao PJ...
Este tipo de "patrulha" que você descreveu é pura besteira. Tem que ignorar mesmo.
E que louco em sã conciência que diz gostar de rock pesado e não aprecia uma musica como "Would"...
Bélissimo post... Parabéns.
Sábado sai um post meu da série musical, aparece por lá e responde a pergunta que vou deixar. Sempre depois das 10 da manhã.
Abração!