
Ultimamente temos usado bastante o termo “Corrida de Campeão”, graças ao show que deu Jenson Button no Canadá. O GP da Europa tem em seu passado uma corrida parecida; logicamente não igual, dadas as circunstâncias da corrida em Montreal, mas semelhante no que diz respeito a uma atuação extraordinária em circunstâncias adversas.
Em
O domingo começou já agitado. As condições não eram próprias para a realização do warm-up. Uma neblina densa atrasou a sessão em 35 minutos.
Depois, ainda antes da largada, na volta de instalação, Coulthard rodou e deixou seu carro apagar. Pulou no reserva de Hill. Com a pista molhada secando gradativamente, Alesi, largando em sexto, resolveu partir de pneus slicks apostando que o trilho já existente fosse suficiente para os pneus lisos. Estava certo. Poucas voltas após a largada os primeiros colocados foram obrigados a ir aos boxes trocar os intermediários por pneus slicks.
Assim, o francês abriu uma vantagem de mais de 20 segundos para Coulthard, Schumacher e Hill. Schumacher segurava bravamente a posição de Damon, que chegou a passá-lo, mas num descuido um pouco mais adiante, acabou perdendo novamente para o alemão. Uma volta depois os dois se tocaram, quando Hill tentou passar Schummy por fora na curva 8. Ambos seguiram, porém começavam a chegar em Coulthard, que sofria com a falta de equilíbrio do carro reserva de Hill. Schumacher rapidamente, aproveitando-se de retardatários, fez a ultrapassagem na chicane. Pouco depois o escocês cederia sua posição para Hill.
Na metade da prova, Alesi entrava para fazer sua única parada nos boxes. Voltou perto de Hill, que andava sozinho na pista depois que Schumacher entrara no Box. Na afobação, o inglês, tentando a qualquer custo uma ultrapassagem, foi trancado pela Ferrari 27 na curva 8. Resultado, spoiler quebrado.
Mas quem começava a chamar a atenção era Schumacher. Seu ritmo era fantástico depois de sua última de três paradas há 15 voltas do fim. Saiu dos boxes a mais de 22 segundos de Alesi e tirava vertiginosamente mais de dois segundos por volta. Enquanto isso, Hill entregava praticamente o campeonato a Schumacher com um erro, novamente, na curva 8. Com isso, se Schumacher vencesse, precisaria de apenas mais três pontos nas três ultimas provas; no entanto, Alesi ainda estava a mais de 12 segundos à frente.
Mas por pouco tempo. Schumacher batia volta mais rápida atrás de volta mais rápida. Para facilitar o trabalho do alemão, Alesi errou a seis voltas do fim a chicane que ironicamente teve ajuda de Schumacher no desenho, lá se iam cinco segundos. A quatro voltas não existia mais diferença. Alesi negociava ultrapassagens difíceis
Depois da manobra magnífica, Schumacher ganhou aquela que pode ser considerada uma de suas melhores vitórias na carreira. Constante e soberbo, o alemão colocava uma mão na taça depois de exímia atuação no GP da Europa.
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