quarta-feira, 29 de junho de 2011

"Super Sic... rash"


Cinco batidas em sete corridas. Número assustador. Mas não é só isso que o italiano Marco Simoncelli colecionou neste primeiro semestre de 2011. Junto a essas batidas, há também pilotos descontentes com seu estilo de guiar. O maior deles é Jorge Lorenzo - que inclusive estrelou ao lado de Marco uma briga, graças a um toque envolvendo os dois em Valência no ano passado. Tudo a frente da imprensa mundial numa coletiva antes do GP de Portugal - no qual Simoncelli caiu, inclusive.

O talento de Simoncelli é inquestionável. Já são duas poles nas últimas três provas - e com uma equipe satélite, que não ganha corridas desde 2006. Em contrapartida, o italiano não conseguiu converter esses bons resultados nos treinos em boas corridas; Marco sequer chegou a um pódio e caiu na liderança do GP da Espanha. Seu melhor resultado são dois quinto lugares: no noturno GP do Catar e na França - o que inclusive o faz ocupar apenas a 10ª posição no campeonato com 39 pontos.

Não bastasse, ainda fez inimigos. Além de Lorenzo, Dani Pedrosa (que foi tirado da luta pelo campeonato por uma contusão na clavícula esquerda depois de um acidente com o italiano na França), Hector Barberá (que reclamou a seu respeito pelo Twitter), Casey Stoner e o antigo rival Andrea Dovizioso. É até plausível dizer que Marco esteja estragando uma possível briga bonita pelo título desse ano, já que tirou Pedrosa de combate por três provas, e na última corrida, na Holanda, bateu em Lorenzo na quinta curva após a largada.

Pior, Simoncelli está desperdiçando talvez o momento de maior ascensão de sua carreira na MotoGP. Jogando fora boas performances e criando má fama no meio. Além do que, um bom 2011 de Simoncelli poderia colocá-lo, porque não, no lugar do até agora inexpressivo Dovizioso na equipe de fábrica da Honda.

Ainda há muito pra acontecer nessa temporada, mas se “Super Sic” não tomar cuidado pode marcar sua carreira por muito tempo com esse estilo agressivo demais. Para o campeão de 2008 das 250cc, é hora de usar sua velocidade e seu arrojo naturais a conta gotas, para não estragar suas corridas e não prejudicar os outros nas próximas provas.

Próxima que, por coincidência, é o GP da Itália, em Mugello. Com Rossi lutando com uma Ducati ainda desajustada e estando Marco a bordo da grande moto do momento - a Honda - é uma boa hora para espantar de vez as criticas... ou então se afundar nelas, fazendo o que tem feito. Está aí a primeira prova de fogo para o possível sucessor de Valentino Rossi - que, diga-se, também começou na 500cc dessa maneira frenética.

3 comentários:

Marcos Antônio disse...

simoncelli tá triste mesmo batendo em todo mundo, mas acho um bom piloto, só lhe falta ser um pouco menos afobado e é algo qu esó tempo dirá. ou não.

Ron Groo disse...

Seria ele o substituto de Rossi em uma eventual aposentadoria?

Guillermo B.M disse...

r.i.p