sábado, 30 de julho de 2011

O retorno


Fazia tempo. Duas provas que quem era o pole era outro RB7, o de número 2. Hoje deu o número 1, deu Vettel. Onze provas com onze poles. É ou não é o carro do ano? Muito embora desta vez a pole tenha sido concedida por um erro de Lewis Hamilton no fim do Q3. Hamilton deu três voltas (ou seja, fez uma tentativa apenas) no Q1 e Q2. No Q1 ficou 58 milésimos atrás de Alonso, que fez duas tentativas. No Q2, usando pneus macios apenas, foi o 6º.

Já no Q3, fez o melhor tempo na primeira volta de super macios. Errou no segundo setor da segunda, não melhorou a marca e foi o segundo no grid. É favorito para a vitória, mas o porém fica por conta de largar do lado sujo da pista – o que em Hungaroring, historicamente, faz bastante diferença. O fato é que Hamilton tinha a melhor performance do dia.

Button em terceiro também tem boas chances. Apesar de não ter apresentado um ritmo à altura de Vettel, Hamilton, e até Alonso, o inglês está do lado limpo da pista e tem uma McLaren na mão, algo a se considerar bastante.

Quem errou também em sua volta lançada foi Fernando Alonso – a três décimos de Hamilton, o melhor no último setor. Não melhorou o tempo na última tentativa, o que abriu espaço para Felipe Massa batê-lo pela primeira vez em 2011. Desde o GP da Bélgica do ano passado Felipe não largava à frente de Fernando. Bom para o moral do brasileiro, mas Alonso tem sua (grande) parcela de culpa no resultado.

Webber levou 0.6s de Vettel e vai largar em sexto. Daí já dá pra perceber a falta de desempenho do australiano em 2011. Jamais em posição de ameaçar a soberania de Vettel. Está onde está no campeonato pelo carro que tem (ou então, pelo que não tem, como já discuti por aqui).

Outro bom desempenho de Sutil, repetindo o oitavo lugar no grid da Alemanha. Esta é a evolução mais sensível da Force Índia desde que engenheiro James Key deixou os indianos para juntar-se a Sauber no fim do ano passado. Sauber que tem por ora Pérez em 10º. Por ora, pois foi nítido que o mexicano atrapalhou Petrov no Q2, pode pintar punição.

Desempenho horroroso de Sebastien Buemi, mais uma vez. Levou oito longos décimos de Alguersuari no Q1, e pior, depois de jogar Heidfeld fora da pista em Nurburgring ainda perderá cinco lugares no grid definitivo. Situação delicada de Buemi, que era constantemente melhor que Alguersuari até o GP de Valência. É bom o suíço melhorar.

Para a corrida, tudo depende da largada. Hungaroring é uma pista quase impossível de ultrapassar, assim como Barcelona e Valência – onde nem o combo asa móvel + Kers deu jeito. A corrida de amanhã será um belo termômetro para saber se a pista tem um traçado digno da F1.

Há também o problema do lado par do grid, que, como já disse, historicamente, é bem sujo fazendo os pilotos desta parte do posicionamento patinar demasiadamente. De qualquer forma para ganhar, a largada e as paradas de box (que devem ser numerosas, graças aos macios e supermacios) são os determinantes. Na pista, pouca coisa, acredito eu, se poderá decidir.

Um comentário:

Marcos Antônio disse...

é amanhã o novo regulamento será posto a prov anovamente, afinal hungaroring é aquela pista que ninguém passa ninguém....

abraços!