quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Para gostar de Rush (Vol.2)
The Big Money, primeira faixa do disco Power Windows de 1985. Disco no qual o Rush começa a abusar dos teclados, efeitos e baterias eletrônicas. Era o apogeu da era eletrônica que contava com grupos como A-ha, B52, The Police, Oingo Boingo, etc... Meio nessa onda, o trio canadense acabou aderindo de certa forma à moda, o que acabou deixando (e na verdade, deixa até hoje) alguns fãs dissidentes quanto a essa fase da banda. Bobagem na minha opinião, grande CD, grande som.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Um triste adeus

Talvez você nunca tenha o visto, talvez você nunca tenha ouvido falar dele, mas um dos homens que fizeram o Brasil ter o sucesso que teve na F1 dentre a década de 70 e 80 foi um gerente/engenheiro da Lotus chamado Peter Warr.
Depois de ser um piloto sem grande sucesso, Warr foi contratado por Colin Chapman no fim de 1969 para fazer parte da equipe Lotus. Parceria mais do que vitoriosa, já que fizeram do austríaco Jochen Rindt em 1970 e do brasileiro Emerson Fittipaldi em 1972 campeões mundiais, fora as vitórias que conseguiram com o não menos grande sueco Ronnie Peterson de
Com a queda da Lotus nos anos de 75 e 76, Warr aceitou o convite de se juntar à novíssima e de grande potencial equipe Wolf. Com o carro projetado por Harvey Postlethwaite e pilotado pelo sul- africano Jody Scheckter, conseguiram uma façanha na F1 moderna apenas igualada em 2009 pela Brawn GP e Jenson Button, ganhar a primeira corrida para uma equipe completamente nova.
O tempo passou, a Wolf decaiu à falta de resultados expressivos mesmo tendo o campeão de 1976, James Hunt, a dirigir seus carros. Foi também nessa época que Warr geriu a única equipe brasileira na F1, a Copersucar-Fittipaldi, graças à união no final de 79 entre a Wolf e o time brasileiro.
Em 1981, novamente chamado por Chapman, Peter Warr voltou para a Lotus com a difícil tarefa de gerenciar 2 pilotos jovens, Elio de Angelis e Nigel Mansell. Com o 1º não teve tanto trabalho, já que desandou a ganhar seu primeiro GP rapidamente, já com Mansell tudo foi mais difícil. Principalmente após a morte de Chapman em
E não é preciso ir muito longe na classificação daquele GP para saber quem iria substituí-lo no ano posterior na Lotus número 12. Um tal de Ayrton Senna, que você poderá ver no vídeo abaixo no momento da assinatura do contrato do time que o colocou no mundo dos vencedores da F1. Foi sob o comando de Warr que Ayrton deixou de ser promessa vencendo seus primeiros 6 GPs de 41 no total. Foi lá também que Piquet correu em 88 e sofreu com o motor Judd em 89, não conseguindo se classificar pela primeira e única vez na vida para um GP, na Bélgica.
Após 89, Warr se distanciou da F1. Nesse ano, foi visto no Bahrein durante a comemoração de 60 anos da categoria. Porém ontem, 4 de Outubro, veio a falecer com uma parada cardíaca. Nada mais justo que destinar e dedicar esse post ao inglês que ajudou, porque não, a difundir de certa forma a F1 no Brasil, já que trabalhou com nossos 3 campeões mundiais e com nossa única equipe nacional (Vide meu cabeçalho!).
R.I.P.
domingo, 3 de outubro de 2010
Para gostar de Rush (Vol.1)
Rush, banda clássica, porém as vezes mal interpretada e subestimada pelo rótulo, errôneo diga-se, de progressiva. Meu argumento é o seguinte: Se Pink Floyd é progressivo não há o que chamar de progressivo no som do Rush, a não ser que você seja um cara chato que gosta de etiquetar bandas. Enfim, primeiro som da coletânia do blog é Subdivisions do disco Signals de 1982. Disco que pode ser considerado divisor de águas dos canadenses quanto ao uso de teclado, que ali deixa de ser apenas mero acessório tornando de fato parte integrante do som da banda. O fim dessa música não me deixa mentir, dos mais belos momentos musicais que conheço.
O novo velho campeão

Verdade que num consenso quase universal chegaríamos à conclusão de que Will Power seria mais merecedor do troféu, mas errar e ser apático em momentos decisivos dá nisso. Embora não ache que tenhamos visto uma injustiça do esporte, acho que vimos uma injustiça com o australiano que se revelou um piloto muito mais combativo e vistoso durante o ano todo.
Tal como a Espanha na copa, Dario foi pragmático, não foi arrojado e agora é tri campeão. Tem hora que ser assim não dá resultado, mas tem hora que é essencial manter essa postura, e o escocês soube (e sabe não de hoje) dosar essas qualidades como poucos, tri campeão e bi das
No mais foi uma temporada divertida. Opinião minha a melhor desde 2001 ainda na CART. Parece que a Indy finalmente encontrou um caminho qual poderá seguir para tentar chegar novamente ao status alcançado no começo da década de 90. Uma boa notícia para uma temporada que promete mais ainda para o ano que vem.
Desafiando o gigante

8 anos atrás a temporada de 2002 da MotoGP entrava em sua fase final. Valentino Rossi já era campeão com sobras ante a uma concorrência que se não fora considerada tão boa quanto, podia ser considerada fraca, dado poderio das novas motos de 4-tempos, que àquela altura faziam, principalmente entre Biaggi e Rossi, um campeonato à parte do resto, que ainda usava equipamento de 500cc.
Faltando 4 provas para o fim da temporada Rossi conseguia sagrar se campeão, graças a sua grande exibição na chuva no circuito de Jacarepaguá (snif...). A prova seguinte seria em Motegi, e para ela, como já havia sagrando-se campeã, a Honda disponibilizou para suas equipes satélites de melhor potencial a tão cobiçada RC211V 4-tempos. O japonês Daijiro Kato ficou com uma e a outra ficaria com um dos 2 pilotos da equipe Pons, o italiano Loris Capirossi ou o brasileiro Alexandre Barros. E deu Alex.
Na corrida Daijiro fez a pole, mas o grande duelo da prova, e daquele mini-mundial de 4 provas que começava dali em diante, seria entre Valentino Rossi e Alexandre Barros, agora com equipamentos iguais. Daijiro partira mal sendo logo superado por Rossi e Alexandre. Porém a disputa apenas começava ali. Kato sairia da prova prematuramente, deixando a luta entre o brasileiro e o italiano, e Barros ao final se desgarraria de Rossi após um erro do italiano a 4 voltas do fim conseguindo ali sua 1ª vitória no ano.
Na Malásia Barros fez a pole, e numa disputa que se estendeu durante todas as 24 voltas da corrida com Rossi, Biaggi e Ukawa, companheiro de Rossi, acabou ficando em 3º deixando a vitória para Biaggi com sua Yamaha e o 2º posto para Rossi. Na Austrália talvez o duelo mais dramático. Barros e Rossi em poucas voltas escalariam o pelotão e dividiriam até a última volta o primeiro posto, até que Alex numa última tentativa de passar o italiano errou o ponto de freada da curva 4 do circuito de Phillip Island, deixando o caminho livre para a vitória de Valentino.
Na última em Valência outro duelo dramático entre os 2, porém dessa vez com Alex levando a melhor vencendo sua segunda corrida no ano e cravando sua melhor temporada na carreira. Mas mais do que isso, ele ganhou de Valentino Rossi, que havia sido imbatível o ano todo, o mini-mundial de 4 provas por 1 ponto, 86 contra 85.
Barros iria para Yamaha de fábrica no lugar de Biaggi em 2003, porém uma moto nervosa e difícil de guiar daria um rumo nebuloso a seu mundial subseqüente, e porque não dizer, até seu fim na MotoGP. Um ano cheio de problemas e muitas contusões.
O que fica na ponta da língua a indagar vendo isso ao fim de tudo é: Será que com a mesma moto desde começo do ano Alexandre conseguiria disputar o campeonato com Rossi no fim das contas? Infelizmente jamais saberemos.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Conquista ou aquisição?
Já houve tempo em que atitudes valiam mais do que uma conta bancária gorda, tempos em que a identidade da pessoa brilhava, fazendo seu mundo, e o mundo de algumas pessoas, juntamente mudar. O fato é que hoje não é mais novidade pra ninguém que o mercado fonográfico virou latifúndio para a monocultura de músicas, e porque não dizer também, músicos pasteurizados sem conteúdo.
Voltamos à 1983. Um ano de vital importância para o estilo musical homenageado no título desse blog, o Thrash Metal. Nada mais eram, friamente, do que punks que haviam se tornado músicos decentes. Começaram a ter influencia de guitarristas dos ’70 tal como Richie Blackmore, Jeff Beck, Brian May, Jimmy Page, Gary Rossington, Tony Iommi, entre outros. Acabavam ali as músicas de no máximo 3 minutos, as letras de protesto inconseqüente e aumentava-se o tempo estimado de vida das bandas juntas.
Dos discos que difundiram o estilo não há como não chegar em Kill ‘Em All do Metallica e
Viraram clássicos com o tempo e a fama das bandas
Por aí compreende-se o significado do movimento, o esforço dos músicos, e porque não dizer, o merecimento daquilo que almejavam, o sucesso. Eram outros tempos, no qual o sentimento, a técnica e a atitude, como já disse, faziam um papel primordial no som da banda. E isso não era possível à época comprar nem vender... tudo era conquistado. Já hoje, é adquirido.
O que vale mais?
domingo, 26 de setembro de 2010
O inquestionável

Há tempos ouve-se falar o seguinte ditado na F1: “carro 70%, piloto 30%”. Perfeito, Não? Não. O GP de Cingapura desmentiu essa verdade incontestável da F1 moderna. Alonso ganhou sem ter o melhor carro, sem ter o time mais forte sob aquela circunstância. Ganhou na garra e na vontade de ser campeão.
Para ter noção do feito de Fernando, basta olhar o arquivo da cronometragem oficial (que deveriam disponibilizar, por sinal...) . Alonso foi pontual tal qual um relógio suíço.
Num ciclo vicioso acontecia: A diferença entre Vettel e Alonso era de 1.8s a 2.3s.Vettel tirava a diferença de maneira lenta e constante até que chegasse a 1s cravado, e aí Fernando mostrava suas garras enfiando, somados nos 2º e 3º setores, cerca de 0.6s numa volta por cerca de duas vezes, repetindo-se o ciclo daí para o começo.
Chegou a ser engraçado número de vezes em que o locutor oficial proclamava a aproximação de Sebastian dizendo: “Agora vai!” e Alonso metia logo tempo de novo no alemão confundindo o coitado do narrador. E isso durante 80% de uma prova que teve o tempo próximo de 1h 58min, com nada menos que 85% de umidade relativa do ar.
Alonso imperou hoje uma hegemonia que poucas vezes vi na F1. Com um carro inferior manteve-se à frente de Vettel com a toda poderosa Red Bull que dominou todos os treinos livres, até a classificação, exceção feita ao Q3 obviamente. E gostem ou não do dito cujo, carro sozinho não faz o que o asturiano fez em Marina Bay hoje.
No mais a corrida foi uma das melhores do ano (como profetizei aqui ontem, inclusive). Destaque aos acidentes que aconteceram aos montes. Um inclusive vitimando Hamilton, ex-vice líder do mundial. E sendo honesto, cabe aqui um elogio à FIA, tão criticada por mim nos últimos tempos, que julgou de forma a não prejudicar o espetáculo os incidentes colocados sob investigação, sobretudo o de Webber e Hamilton, típico acidente explicado apenas pelas leis da física que sabiamente dizem que “dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço”. Fato é que sobrou vontade, mas faltou ponderação. Paciência. Melhor para Mark e sua suspensão dianteira, cuja qual deveria mandar empalhar para pendurar na sala de estar de casa, se campeão for.
O problema crônico de largadas de Barrichello desde o início da carreira atacou de novo hoje. Mas dos males o menor. De 6º saiu, em 6º chegou. Poderia ser 5º, mas está no lucro.
Massa foi “salvo” pelas punições discutíveis a Sutil e Hulkenberg. Aos leitores mais atentos que lembram do GP do Japão de 2007, quando Massa foi até a linha de chegada numa disputa de esportividade discutível com Kubica e lembram do que disse o locutor oficial na situação, o que Felipe fez hoje não é o que se espera de um piloto da Ferrari.
O contrário de Fernando, soberbo.
sábado, 25 de setembro de 2010
Sunday night ballad

Alonso, Vettel, Hamilton, Button e Webber. Os 5 juntos nas 5 primeiras posições do grid
A McLaren tem seus carros na segunda fila. Posição confortável, já que não é pequena a possibilidade de ocorrer, primeiro, algo parecido com o que houve na largada de Hockenheim entre Vettel e Alonso, e segundo, Vettel mais uma vez largar mal e perder posições importantes.
Webber depende de si. Precisa largar bem, mas não deve ser combativo demais durante a prova, não seria prudente e não acredito que Mark o fará. Vai secar com o olho cada um dos outros postulantes dos quais terá perfeita visão amanhã do 5º posto.
Sem esquecer a menção honrosa a Barrichello pelo 6º lugar excelente junto ao título “Best of the Rest” de hoje, acabo esse texto profetizando a corrida boa e longa que teremos amanhã, da qual a água que cair durante o dia
Hora extra

Voltamos hoje a meados de 2004. Christian Klien estreava na F1 na defasada Jaguar já no “pôr” de seus momentos sofríveis na categoria. Klien era ali o primeiro de uma série de jovens que a Red Bull colocaria nas pistas da F1 nos anos seguintes.
Era tido como um grande talento. Foi um dos grandes da safra de kartistas da Áustria no fim dos anos 90. Foi para Formulas em 1999, mas só obteve sucesso de fato em 2002 e 2003 quando ganhou o título alemão de Formula Renault e foi vice da Formula 3 respectivamente.
A foto acima, tirada em Montreal, retrata bem como foi o ano de Christian. Seu melhor grid do ano havia sido nessa prova, 10º, mas esse acidente com Coulthard na primeira volta acabaria ali com suas chances de pontuar pela primeira vez na carreira (fato que só ocorreria mais tarde na Bélgica) mesmo assim ainda foi 9º, beneficiado pela exclusão das Toyotas e Williams por dutos de freio irregulares.
Embora tenha sido um ano complicado, Christian abandonou apenas 4 das 18 provas, fazendo assim um bom ano para um piloto estreante dadas as condições do carro R5 e do time da Jaguar que descaradamente direcionava a grande parte de seus investimentos para o carro de Mark Webber, tido como número 1.
O tempo passou, a Jaguar virou Red Bull e hoje o lugar que era de Klien é de Webber. Ironias à parte, Christian teve carro para mostrar de que era capaz em 2005 e 2006. Uma temporada de 2006 fraquíssima fez a Red Bull trocá-lo por Robert Doornbos que já havia corrido na Minardi um ano antes.
Para Klien depois de anos como piloto de testes ficaria evidente que apenas um milagre o colocaria novamente competindo
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
And the trophy goes to... (Parte 2)
Vettel é o segundo dos que acho que só tem chances matemáticas, mas difere de Butt
on no quesito da falta de performance. Entretanto é essa rapidez que dosada de algumas pressões fora da pista e de erros toscos dentro dela tornou a ser sua pior inimiga. Tem 7 poles no ano, tinha o carro mais rápido, tinha total apoio da equipe no começo. Então, o que acontece? Difícil dizer... mas é algo que não deva ser em sua totalidade debitado à falta de experiência e a juventude. O alemão que dava a impressão des
de bem cedo na sua carreira de ser um predestinado a torna-se campeão vai deixando escapar entre seus dedos uma oportunidade de ouro que poucos pilotos já tiveram, ou terão. E sabendo disso acredito que Vettel irá se cobrar, o que pode resultar em mais erros risíveis como os da Hungria e da Bélgica. Webbe
r agradece.

Alonso pode ser considerado "The Joker". Até antes de Monza, dava eu a Ferrari tal como um coringa em alguns jogos de baralho, descartado. Mas Alonso convenceu numa corrida irretocável em Monza que ainda pode ser tri campeão em 2010. É uma missão difícil, diria quase impossível dada a falta de um ponto forte técnico na Ferrari nas corridas que se seguem. Mas Alonso não é um piloto de quem devamos duvidar. É o único postulante que possuí apoio total do time, e isso fará diferença dado o equilíbrio das disputas e do mundial apresentados até aqui. Fernando ainda está vivo e motivado, o que pra mim é um indicador de que o espanhol pode aprontar nas últimas provas do ano.

Hamilton é meu favorito. Tem um
grande talento e é muito rápido. A interrogação que coloco na minha análise é quanto a pressão de disputa
r um título, maior ponto fraco de Lewis no biênio 2007 2008. O que me reacende essa dúvida foi a batida com Felipe Massa

Por fim, evitando clichês de jogatina e apostas... esses são eles... mas só um será “O”.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Cinquentenário
Sinceramente, nunca fui grande fã do Damon Hill enquanto ele corria. Achava seus feitos na pista altamente contestáveis, achava Schumacher e Villeneuve muito mais pilotos. De fato o que se pode criticar em Hill é a falta de combatividade, isso ele não era mesmo.
And the trophy goes to... (Parte 1)
Mark Webber era até o GP da Espanha um cara que poucos acreditavam que poderia sequer ajudar Vettel a ser campeão. Nunca foi um primor de piloto, nunca brilhou durante sua carreira. Tivesse mais idade críticos já o estariam dando como piloto aposentado

Button é o primeiro dos postulantes que, na minha opinião só tem chances matemáticas. Começou o ano relativamente bem, muito embora ache que suas vitórias foram mais conseqüência de condições adversas do que de exímia pilotagem. Tem a seu favor o fato de ser um piloto muito seguro e que erra pouco, porém tem em contrapartida essa própria segurança que as vezes se torna falta de performance, sendo traduzida em grids horrorosos e corridas discretas. Mesmo assim, tem, como Webber, a constância como poderosa aliada. Mas para ser campeão Jenson vai ter que fazer mais do que anda fazendo. Algo que a corrida de Monza pode muito bem tê-lo inspirado a fazer.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Máfia fonográfica
Sempre tive, e tenho, costume de ver o VMB. Aconteça o que acontecer, toque quem toque. É o momento no meu ano que uso pra julgar o mercado fonográfico mainstream, ou seja, música do mundo ao meu redor. E devo dizer que isso a cada ano têm sido uma experiência mais assustadora do que a antecessora.
Não pude ver à premiação de ontem, assim, isso que digo é por base de puro achismo, pré ( e também um pouco de pós) conceito.
domingo, 11 de julho de 2010
Fúria fantástica!

Não... eu não entendo de futebol, aliás sou péssimo com uma bola no pé, por isso não me meto a discutir o futebol e nem suas táticas. Porém copa do mundo é copa do mundo, já diria Cléber Machado. Uma vez a cada 4 anos. É nesse tempo que os "irracionais" amantes do esporte, cancelam seus compromissos e abdicam de suas obrigações (vide, auto escola / cursinho) para ver os melhores do mundo jogando. E eu desde 2002 sou um desses irracionais.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Metallica - 30 01 2010
O show começou com "Creeping Death" que desde sua abertura já mostrava a quem estava lá que não veria um show normal, não veria uma simples apresentação internacional, e sim uma banda fazendo história por terras brasileiras, arrepiei-me pela primeira vez em um show cantando-a. Executada com perfeição ela deu lugar para outra música do mesmo disco "For Whom the Bell Tolls", essa sim cantada por todos os presentes. Durante a segunda estrofe, olhei para os lados, naquela que é a parte mas visceral, queria sentir a emoção, queria sentir o efeito da "comunidade Metallica" presente no Morumbi nessa noite, e não me desapontei. "Take a look to the Sky just before you die, is the last time you will".
Depois veio "The Four Horseman", clássico do primeiro disco "Kill 'em All". Porém essa música desde o "Live Shit" de 1993 carrega um pecado no meu ver, a exclusão de um pedaço de sua parte instrumental. Enfim, como era provável que não tocassem eu já estava preparado pra isso, por isso não senti muita falta, embora faça.
Depois, merecendo um parágrafo inteiro, "Harvester of Sorrow"(!!!). Essa era uma músicas das quais se qualquer um me perguntasse o possível set list eu diria: "é mais fácil passar o dia sem chuva em SP do que eles a tocarem". Por milagre, ou não, os dois aconteceram no mesmo dia e de uma vez, deixando a noite mais especial.
Tivemos depois "Fade to Black". Também um dos melhores momentos do show, com o público levantando seus telefones celulares e isqueiros. Nesse momento olhei para trás, estava me deparando com a foto da contra-capa do álbum "Master of Puppets" (é verdade que foi de dia, mas a sensação megalomaníaca era igual), impressionante. Pequenas fontes luminosas e chifres brilhantes a clarear ainda mais, ou pra ficar melhor, faziam "desaparecer o preto" da noite paulistana.
Acabada a canção, Kirk Hammet foi brilhante com seu momento solo. Ele que muita gente critíca, é verdade, mas que levata uma platéia de 68.000 pessoas fazendo solos virtuosos de guitarra. Poucos são os guitarristas que chegaram até aí, ou não chateam a maioria das pessoas ao fazer isso. Quem pode, pode.
Após, uma sequência do disco novo. "That was your Life", qual dê-mos nos a sentir os bumbos da bateria de Mr. Ulrich. Bumbos, eles faziam vibrar o tórax por dentro. E a caixa parecia mais uma metralhadora, principalmente na intro. Depois, a boa, e inclusive na mesma temática, "The End of the Line" e depois "The day that Never Comes" música mais conhecida nesse novo disco, que empolgou... mas não a mim. Essa música não me empolga, apenas curti o som, o momento, sem maiores ressalvas.
Pode se dizer que "Sad but True" tenha sido quando, em meados de 2006, comprei o "Black Album", a música que me fez gostar de Metallica, e nada mais perfeito que ela tocada,em um show histórico para mim. Tudo isso, enquanto a lua, proporcionando seu belo e gratuíto espetáculo de sempre, iluminava os fãs a cantar ou berrar esse belo som.
Hetfield em muitos momentos dirigia se a platéia perguntando "Can you Feel it?", sabe se lá se aquela noite era especial mesmo, pelo fato do vocalista estar fazendo o show gripado sentindo algo mesmo no quesito da superação, ou era apenas mais uma forma de "jogar para a torcida", de qualquer forma, eu conseguia sentir, algo que não senti muitas vezes até os presentes dias, alegria incontida da qual não tinha medo algum de extravasar.
Enfim, logo após a porrada "Broken, Beat and Scarred", eis que chegam os fogos de artifício, tantas vezes vistos por mim nos DVDs, tantas vezes ouvidos nos discos. Sons de helicóptero somados ainda a labaredas que brotavam dos lados do palco... era ela, One. Na minha opinião poucas músicas conseguem ser tão belas, agressivas e bem escritas quanto essa, coisa pra quem sabe muito, digo, pra quem é gênio.
Nem sentia o tempo passando, olhei no celular, chegavamos a 1h e meia de show, não parecia. Não julgava ter "perdido" ali mais de meia hora, incrível, senti como se o tempo não tivesse passado.
Eis que começa "Master of Puppets", outra música das quais mostra a genialidade dos caras ali no palco. Outro excelênte recurso visual, já que, além da pirotécnia do show, tinhamos telões, três, dois dos lados e um, o maior deles no centro, capazes de produzir belos efeitos psicodélicos, como, por exemplo no fim dessa música.
Outra gratíssima surpresa foi "Blackened", outra que achei que jamais fosse ouvir ao vivo, e a tocaram. Música com outro belo efeito, no refrão labaredas subiam aos lados do palco, labaredas capazes de esquentar os fãs ali presentes com suas mãos ao alto.
Depois disso tivemos a bela "Nothing Else Matters", uma música em que todos que já a ouviram sabem, menos é mais. Menos distorção, menos velocidade, menos "força"... grande feeling, essa não podia faltar. Destaque para a brincadeirinha de Hetfield com a bela palheta (queria uma, mas sou pobre, pista VIP é um sonho distante...) do Death Magnetic. E depois o grande sucesso dos anos 90... "Enter Sandman". Bom, essa eu não preciso descrever como foi, todos que lêem esse texto devem conhecê-la. Pulei até meus pés acabarem, gritei até bater a falta de ar brindada com a rouquidão (que, aliás, corroe minha garganta até o presente momento).
No bis, Hetfield chega a pratéia querendo homenagear uma banda das quais haviam já feito cover no "Garage, Inc." de 1998. Vieram muitas músicas a minha cabeça, porém ele escolheu Stone Cold Crazy do Queen. Diria eu agora, "Nada mais justo". É, depois de uma noite tão clássica teriamos que ouvir aquele, que dizem ser, o primeiro Thrash Metal da história de uma banda muito mais clássica e lendária que qualquer outra que eles fossem tocar. Muito bom!
Depois outra surpresa, "Motorbreath". É uma pena que hoje em dia eles não consigam cantar ela da forma mais aguda e inconsequente com a qual faziam no disco de estréia, porém é uma daquelas que achei que nunca fosse ouvir, outra que valeu demais a pena.
E o "Gran Finale", como costume, todos sabiam que seria "Seek and Destroy". Por varias vezes Hetfield segurou o microfone para a platéia cantar, principalmente nos refrões, onde se ouvia tudo de todos que cantavam ao meu lado, excelênte. Tão excelênte quanto a presença de palco de Rob Trujillo rodando seu baixo assim como fez no México, show do DVD recém lançado. Por sinal, grande presença de palco do baixista, não só nesse momento, como também no resto do show.
O show terminou, depois de muito implorarem "one more song" para Seek and Destroy, eis que acabava ali um dos melhores shows de todos os tempos. "Espero que não demoremos 11 anos para voltar pra o Brasil de novo" disse Lars Ulrich. De fato é o que também espero, e com muita ansiedade, quero experimentar de novo essa emoção de ver o Metallica ao vivo.
Saindo do estádio, (por sinal, tenho que dizer, bela estrutura promoveu a organização) olhei para trás, queria ver tudo aquilo mais uma vez, aquilo que tinha acabado e que tanto me emocionou, me emocionou mais que qualquer outro show que eu tenha visto, todos caminhando para as respectivas saídas, com o ar da satisfação. Tenho certeza de que ninguém vai esquecer aquilo jamais. E pra mim, esse será um daqueles dias que pra sempre vou lembrar, quando morrer, quando passar aquele filme sobre mim que falam que acontece, estará lá esse show com certeza.
Ah sim, Sepultura abriu o show. Uma boa abertura, diga-se, mas muito pouco diante do que foi a passagem do Metallica por aquele palco logo depois.
Eu diria pra terminar, fazendo uma conexão com o mundo do esporte a motor, uma frase que certa vez ouvi e que achei boa para descrever um bom momento tão vívido quanto foi o show deste 30 de Janeiro de 2010. "É numa dessas que a bomba de óleo pára".
Set List:
-Creeping Death
-For Whom The Bell Tolls
-The Four Horsemen
-Harvester Of Sorrow
-Fade To Black
-That Was Just Your Life
-The End Of The Line
-The Day That Never Comes
-Sad But True
-Broken, Beat and Scarred
-One
-Master Of Puppets
-Blackened
-Nothing Else Matters
-Enter Sandman
----bis----
-Stone Cold Crazy
-Motorbreath
-Seek and Destroy
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
2 em 1 (ou 1 em 2?)
Vim pra falar dos lançamentos, pra aquilo que parece, pelo menos pra mim, outra pré temporada de costume, pois os carros nesse ano prometem ser mais feios que no ano passado, quem diria que dava pra piorar!
Vimos ontem Ferrari e hoje McLaren. Como se disse por aí, parecem muito com o RB5, dito o melhor projeto de 2009, pois não usava um difusor traseiro de dois andares, a moda da temporada passada. Adrian Newey descobriu outra forma de aumentar o downforce atrás, o que era, e é, o grande déficit dessas configurações aerodinâmicas impostas pela FIA. A história todos sabem, somando-se a inexperiencia de Vettel no início do ano, com a evolução do projeto que só estreiou na Inglaterra a Red Bull acabou se comprometendo, a F1 é cheia dessas histórias.
Que tal uma comparaçao entre esses modelos?



Taí, bico mais alto, evidente a olho nu, além do defletor bem visivel pintado de branco no carro da Ferrari. Além disso, ainda no caso da Ferrari o desenho côncavo no meio do bico lembra muito o do RB5. Na Mclaren há os defletores, que nao existiam ali no ano passado.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
The Boss is back

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
A boa e velha Indy
Era uma outra época, pilotos talentosos, business não falava tão alto, tinhamos pistas mais técnicas, e mais importante, boas corridas, algo que anda em falta hoje em dia (ainda não desceu na minha garganta aquela corrida em Homestead). Sou só eu ou essas corridas atuais da Indy parecem mais vale-tudo arranjado?
Enfim, ofereço-lhes duas chegadas épicas do ano de 1995, duas provas que, por sinal, foram seguidas. Respectivamente, uma em Cleveland e a outra em Michigan. Curtam!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Ponto a ponto



Pensando bem, acho que isso só foi botado em questão, além do número de equipes novas alinhando no Bahrein no ano que vem, o fato de Felipe Massa com mais vitórias não ter ganho o título de 2008. Sim, foi só apartir dalí que começou a se discutir uma possível mudança no sistema de pontos. Pelo jeito para FIA não é interessante ter um campeão com menos vitórias que um dos respectivos adversários, e é isso que ela quer evitar com ese novo sistema.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Dezembro, 14 anos de idade
Dia 9 de Dezembro de 2004, mais ou menos 9:45 ou 9:50 da manhã. Eu acordava naquele momento. Acordava talvez num dos melhores ânimos, afinal não sabia o que eram recuperações àquela época e também porque talvez tenha sido o ano mais legal no colégio até a data em questão, mal sabia eu que o de sempre também. Mas enfim, voltando, liguei eu a TV na MTV, coisa que fazia muito por aqueles tempos. Mesmo que minhas bandas favoritas quase nunca fossem temas de programas, eu adorava matar tempo vendo o canal. Naquele dia dei-me de cara com o extinto programa "Riff" (igualzinho ao Lab, mas feito apenas de Metal) e pus me a assistir.
Era fim de programa, acabara de passar um vídeo clipe do qual não havia gostado, nem lembro de quem era, só lembro que não gostei. Depois disso veio o último clipe. O programa de tão "nas coxas" que era feito não tinha nem apresentador. Alguém escrevia os textos, em um fundo de tela (que lembrava muito a arte do primeiro disco do Sabbath) e você tinha que ler se quisesse saber de alguma curiosidade ou justificativa do clipe em questão.
Lembro de ter lido algo como homenagem, não sei, ainda estava meio sonado. Logo em seguida começa um som esquisito a primeira audição. Pensei, "Que estranho, tecno misturado com Metal". A música foi tocando... e eu me afeiçoando gradativamente. Principalmente ao refrão, cantado rápido, por um cara agitado e de moicano, que além disso fazia uma voz do mal. Vi as cabeças balançando, vi também como aquilo era completamente diferente do estava acostumado, e além disso cativante a mim. A linha de guitarra, algo como uma marreta... enfim pirei.
Logo após o som, vi eu de que banda se tratava. Pensei na hora, " hmmm, acho que esse som não vai fazer muito sucesso aqui em casa se eu começar a ouvir pra valer" vale dizer que sou de família religiosa, que já achava uma heresia ouvir Nirvana.
Mais tarde naquele dia fiquei sabendo que o responsável por aquela "marreta" que me fez acordar de manhã havia morrido noite passada, dia 8. Nem lembro de que a mulher, que apresentava o também extinto "Disk", tinha dito. Só lembro do morreu.
Enfim. Nunca tinha ouvido nada igual àquilo, era como quebrar regras, era algo fantástico e que não caía em mesmice rítmica, um problema de VÁRIAS bandas do estilo Metal. Mas como não conhecia acabei deixando cair no esquecimento. A única coisa que lembrei durante muito tempo foi uma frase, aliás, nem isso, um pedaço do refrão em que dizia-se "down below".
Algum tempo depois, precisamente em Junho de 2005, numa época que vivia eu entre Pearl Jam's, Red Hot's (Chili Peppers... durh), Rage Against's (The Machine... durhh (2)) eis que surge um amigo que possuia todos os discos daquela banda. E que inclusive duvidara que eu conhecesse algo sobre a banda em questão, achou que eu fosse mais um poserzinho. Disse pra que eu dissesse o nome de uma música pra cetificar-se de que falava com alguém que entendia, e eu disse...
Ele me emprestou o disco título da música, dei a ele, nessa troca, se bem me lembro um dos meus DVD's do Rage Against the Machine. Tá, levei pra casa, esperei após o almoço, para que todos fossem se "atarefar" para colocar o CD com a porta do quarto fechada.
O que viria a escutar naqueles minutos seguintes mudaria minha vida, acredito eu, pra sempre. Sim, lá se ia a primeira faixa, já conhecida, pelo clipe, e relembrada na hora, pulei para segunda descobri que já havia escutado em algum lugar, não sabia ao certo, terceira, e uma arma de entrada me fazia pensar melhor sobre meus gostos vigêntes, quarta, "belo instrumental!", pensei, quinta uma baladinha, que não me empolgava muito, sexta, algo com "Motherfucker" era dito antes de que se conte um tempo pra uma das músicas mais ultrajantes que havia me prestado a ouvir, sétima, eu sabia que a partir dali "marretas e britadeiras" metafóricas fariam parte dos meus timbres favoritos de guitarra, oitava, via ali, mais do mesmo, mas com um início de som que me fazia pular sozinho, nona, um clima, que de tão sombrio, mais parecia o de um filme de terror, décima, algo que parecia um hard turbinado (só depois viria a saber do passado obscuro dos indivíduos em questão), décima primeira, outra baladinha, mas que me empolgou mais do que a quinta, estranhamente. E a cereja, a décima segunda faixa que até hoje me faltam palavras para descrever o que achei dos riffs de entrada, e do solo feito por aquele que tinha morrido.
Bastou isso para que o Pantera (tchã-nã) sempre figurasse, ou melhor, estrelasse como uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos. Local no qual se encontra até hoje. E Dimebag Darrell, o "homem marreta", fosse até hoje um tutor guitarrístico para este que vos escreve. Tão admirado por mim, que hoje, 5 anos após sua morte, 4 anos, 364 dias e sei lá o que mais, que tive meu primeiro contato com sua música, eu escrevo este post.
Não quero caír em clichês (embora já tenha caído em vários mais acima) do tipo "obrigado grande mestre" ou "adeus mestre", ou então, "descanse em paz grande homem". Sei lá, prefiro deixar o mistério no ar, prefiro continuar vivendo a fantasia de tê-lo vivo a cada vez que coloco seus CDs no player, e além disso, também prefiro, mais do que dizer por palavras secas, mostrar a vocês o que me mudou desde então:


