domingo, 16 de novembro de 2008

Judas Priest - 15/11/08


A maioria fala em Iron Maiden como principal, ou só fala neles, mas Judas Priest tem seu lugar cativo na história do metal. Não há como falar em metal do fim dos anos 70 e principalmente anos 80 sem cita-los em algum momento. Uma banda injustiçada, na minha opinião pelo seu momento atual, no qual nota-se a nítida queda na popularidade, porém fãs do verdadeiro metal de qualidade da época na qual dinheiro não era tudo, presenciaram ontem um show acima de qualquer espectativa (pelo menos para mim).

Exatamente ás 22:14h começava a introdução de Profecy, Dawn of Creation, primeira música do novo e infelizmente menosprezado álbum duplo Nostradamus. Eis que acaba a introdução de teclado e Scott Travis é o primeira a adentrar o palco do Credcard Hall, seguido rapidamente pelo baxista Ian Hill, e dali a um pouco por uma entrada triunfal de Glenn Tipton e K. K. Downing nas guitarras distorcidas. Porém faltava alguém, e exatamente no momento do começo da primeira estrofe ele entra, Rob Halford em um sobretudo práteado, com seu óculos para agitar os fãs de Judas Priest.

Logo após a ainda pouco conhecida pela maioria das pessoas, Profecy eis que começa a já manjadíssima Metal Gods, uma obra prima do disco que lançou de fato o Judas Priest no ano de 1980, British Steel.

Depois disso todos começam a se familiarizar com o repertório, Between the Hammer & The Anvil, e Devil's Child que na minha opinião foi das três melhores músicas da noite.
Logo depois dessa última Halford adentra o palco para uma conversa com o platéia, e seus pedidos se traduzem somente em uma música Breaking the Law. Essa música está longe de ser minha favorita do Priest, porém foi a mais emocionante da noite. Exatamente todos que estavam ao meu alcance de visão cantavam a música gritando para que seus vozes fossem ouvidas pelos ícones do metal ali presentes, digo que fiquei emocionado ao final dela todos pulando e gritando Breaking the Law. D+++++.

Logo após tivemos Hell Patrol música na qual tive receio de Halford não aguentar cantar pela idade e pelo tom da música ser muito alto, porém ao contrário de minhas espectativas Rob aguentou bem os agudos, que ainda estão afiadíssimos no ponto certo. Gênial!!.

Logo após tive o prazer de presenciar a performance do dia, na obscura Death pertencente ao novo albúm. O palco se escurece inteiro e Halford entra pela porta ao centro do palco sentado em um trono com um cetro numa das mãos e com o microfone na outra iluminado por fracas luzes vermelhas, a música não é uma maravilha mas a interpretação foi muito boa.

Logo depois da baladinha Angel, eis que a cruz estilizada, o símbolo da banda pano de fundo do palco dá lugar a um olho... não preciso dizer mais nada. As luzes ascendem e The Hellion começa a tocar seguida por sua irmã inseparável Eletric Eye, uma das minhas músicas favoritas da banda e entre as melhores da noite também.

Depois tivemos Rock Hard, Ride Free, de um dos melhores álbuns que o cidadão(?) que vos escreve já ouviu, Defenders of the Faith.

Logo após a contagiante Sinner seguida de uma indrudução de bateria conhecida por todos os fãs de metal do mundo, sim, ela não poderia faltar, Painkiller. Quando o riff de abertura começa o público delira e pula como em nenhuma música do show. Fora ainda os grandes solos contidos no música de primeiramente de Glenn Tipton seguido de K. K. Downing, e sem esquecer dos agudos de Halford, que arrepiaram.

Depois como de praxe, o bis. Um bis qualquer? Uma entrada como todas as outras? Errado meu amigo!

Ouvi-se um som de moto ao fundo que parece aumentar gradativamente... e enfim Rob Halford entra no palco em cima uma Harley Davidson, de ronco inconfundível! e é ainda em cima dela que ele canta uma das minha favoritas da banda... Hell Bent for Leather.

Scott Travis bem que deu uma esperança, mas o Judas não tocou Living After Midnight. Ao invés dela uma música da qual não símpatizo muito, The Green Manalishi.
E para botar a cereja em cima da sobremesa, como em todo o show do Judas, You've Got Another Thing Comin' para terminar. Uma das músicas que mais gosto deles, que ao vivo ficou cerca de 547358x melhor do que no CD, onde essa música já é boa e ainda faz parte de uma obra prima chamada Screaming for Veagence.

Lógicamente com algumas músicas não concordei, como foi o caso de Green Manalishi, porém isso seria fazer essêncialmente o meu gosto. Como aqui o blog é meu, e não existe democracia digo que faltaram, The Sentinel, Living After Midnight, Jugulator, Freewheel Burning, Ram it Down, Jawbreaker, Tyrant, Heavy Metal... enfim se eu fizesse o set list todos estariamos lá até agora, pois Judas Priest é uma banda muito mais grandiosa do que um show de uma hora e meia.
De qualquer forma banda está em excelênte forma e digo a todos que ainda não foram a um show dos britânicos irem enquanto é tempo.

Set List:
- Intro: Dawn of Creation
- Prophecy
- Metal Gods
- Eat Me Alive
- Between The Hammer & The Anvil
- Devil's Child
- Breaking the Law
- Hell Patrol
- Death
- Dissident Aggressor
- Angel
- The Hellion / Electric Eye
- Rock Hard, Ride Free
- Sinner
- Painkiller
***********bis************
- Hell Bent for Leather
- The Green Manalishi (With the Two-Pronged Crown)
- You've Got Another Thing Comin'

Um comentário:

Marcos Antônio Filho disse...

Concordo Plenamente com você.Adro Iron Maiden,mas ele são muito endeusados por tdos,enquanto o Judas Priest não tem o devido reconhecimento.Era pra as duas bandas estarem no memso patamar.Rob Halford canta muito!